Eficácia da CoronaVac é ainda melhor em crianças e adolescentes, mostra estudo
Soroconversão de anticorpos neutralizantes chegou a 100% no público com menos de 18 anos; resposta celular também foi elevada
Publicado em:
01/11/2022
Um estudo realizado em Hong Kong mostrou que a CoronaVac induz resposta imune em crianças e adolescentes ainda maior do que a dos adultos. O trabalho foi publicado na revista Nature Communications e conduzido por pesquisadores das universidades de Hong Kong, de Oxford e de Melbourne, do Centro de Imunologia e Infecção de Hong Kong, entre outras instituições.
A pesquisa incluiu 239 crianças e adolescentes com idades entre 11 e 17 anos recrutados em escolas de Hong Kong, além de 288 adultos a partir dos 18 anos. Amostras de sangue foram coletadas antes de cada dose da CoronaVac e quatro semanas após a segunda dose. As vacinas foram administradas com intervalo de um mês e as reações adversas foram leves.
Após a vacinação, 94% das crianças e adolescentes produziram anticorpos IgG anti-Spike, enquanto nos adultos a taxa foi de 82%. A produção de anticorpos IgG anti-RBD foi 96,6% nas crianças e 96,1% nos adultos. Já a soroconversão de anticorpos neutralizantes no público pediátrico alcançou 100%, contra 94,7% entre os adultos. A capacidade de neutralização do vírus observada nas amostras foi 71,2% nas crianças e 54,6% nos adultos.
De acordo com os pesquisadores, as respostas celulares induzidas pela CoronaVac também foram altas. Além de células T específicas para a proteína Spike (S), o imunizante produziu resposta celular específica contra outras proteínas, como a nucleocapsídeo (N). Isso ocorre porque a CoronaVac é feita com o vírus inteiro inativado, diferente de outras plataformas, como RNA mensageiro, que focam só na proteína S.
CoronaVac evitou hospitalizações em crianças durante ômicron
Um estudo de efetividade feito no Chile com 500 mil crianças, com idades entre 3 e 5 anos, comprovou que a CoronaVac protege 69% contra internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 64,6% contra hospitalização pela Covid-19 – mesmo durante o surto da ômicron, variante mais transmissível do SARS-CoV-2.
Este texto é uma colaboração do jornalista científico Peter Moon para o portal do Butantan
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