CoronaVac Symposium: assista a todas as palestras do evento que reuniu pesquisadores de cinco países

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Publicado em: 10/12/2021

O CoronaVac Symposium, evento internacional online do Instituto Butantan realizado em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, discutiu os últimos resultados da eficácia e segurança da CoronaVac entre os dias 7,8 e 9/12. O simpósio contou com pesquisadores e autoridades de saúde de diversas áreas e especialistas do Brasil, Turquia, Chile, China e Espanha em debates aprofundados e qualificados. 

Leia um resumo de cada dia do evento e assista aos vídeos das palestras e discussões.

 

Dia 7/12

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o presidente da Sinovac Biotech, Weidong Yin, participaram da abertura do evento, mediado pelo diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri.

Entre os palestrantes do dia, a vice-presidente e líder de pesquisa e desenvolvimento da Sinovac Biotech, Yallling Hu, apresentou dados sobre a produção da CoronaVac na China e salientou que uma nova versão do imunizante para combater a variante ômicron será desenvolvida em três meses.

O chefe do departamento de doenças infecciosas da Universidade Hacettepe, Serhat Unal, demonstrou a alta eficácia da CoronaVac entre vacinados com ou sem comorbidades na Turquia e o infectologista Rafael Araos, assessor do Ministério da Saúde do Chile, abordou o estudo de efetividade e da terceira dose da CoronaVac no país.

No mesmo dia, o diretor do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges, abordou a metodologia pioneira utilizada no Projeto S, estudo de efetividade da CoronaVac realizado na população do município de Serrana (SP), e o infectologista Esper Kallás, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), finalizou abordando a segurança da CoronaVac em crianças.

 

 

Dia 8/12

No segundo dia de palestras, os pesquisadores abordaram respostas celulares e humorais da CoronaVac, com mediação do pesquisador Renato Astray, do Instituto Butantan, e do professor Yiming Shao, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China (CDC).

O virologista Edison Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, demonstrou que a CoronaVac é bastante eficiente contra as reinfecções pelo SARS-CoV-2 e o pesquisador Zhijie An, do CDC chinês, disse que as evidências científicas comprovam que a CoronaVac é segura para crianças.

Na sequência, o cientista Xiangxi Wang, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências, demonstrou que a dose de reforço da CoronaVac aumenta em 20 vezes o nível de anticorpos neutralizantes contra variantes da Covid-19, incluindo a ômicron, e o pesquisador Ahmet Soysal, do Atasehir Hospital, da Turquia, deu os resultados de um estudo que concluiu que pré-infectados pela Covid-19 apresentam mais anticorpos depois de tomarem a CoronaVac do que pessoas que não haviam contraído o SARS-CoV-2.

O doutor em microbiologia e imunologia da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Alexis Kalergis, finalizou o dia de palestras detalhando os resultados de imunogenicidade da CoronaVac após vacinação em massa no Chile.

 

 

Dia 9/12

No último dia, os especialistas abordaram o uso da CoronaVac em subpopulações com comorbidades sob a mediação do pesquisador espanhol Rafael Franco, da Universidade de Barcelona, e do epidemiologista Paulo Lotufo, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.

O pesquisador Hongjie Yu, da Universidade Fundan, da China, abordou resultados de um estudo que comprovou que a terceira dose de CoronaVac é capaz de manter anticorpos neutralizantes contra a Covid-19 altos por até um ano.

A pesquisadora Susan Bueno, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, apresentou dados da vacinação das crianças no Chile. E a gerente de farmacovigilância da Sinovac, Jiayi Wang, deu mais detalhes sobre a segurança da vacinação com CoronaVac em crianças a partir de três anos na China.

Já uma pesquisa da diretora clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Eloisa Bonfá, apontou que a terceira dose de CoronaVac é eficaz para recuperar a resposta imune em imunossuprimidos e o estudo chinês capitaneado pelo professor e pesquisador chinês Zijie Zhang, da Universidade Yunnan, na China, comprovou a eficácia e segurança da CoronaVac para pessoas com diversas comorbidades.

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