Resultados da CoronaVac em crianças de três a cinco anos são muito positivos e determinaram pedido de ampliação de faixa etária à Anvisa, diz Dimas Covas

Presidente do Instituto Butantan afirmou que resultado é o melhor entre os imunizantes usados em crianças no Brasil


Publicado em: 17/03/2022

Para o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, a pesquisa chilena que mostrou que a CoronaVac tem eficácia de 69% contra internações de crianças contra Covid-19 é muito positiva, confirmando a alta capacidade da vacina para proteger menores de seis anos contra a variante ômicron do SARS-CoV-2. O resultado, o melhor dentre todos os imunizantes que podem ser aplicados na população pediátrica, foi determinante para o novo pedido feito pelo Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar a faixa etária elegível para receber a CoronaVac no Brasil.

“Comparada com a outra vacina para esse público infantil, é uma eficácia contra a infecção de mais de 32% e contra internação acima de 65%, isso já contra a variante ômicron. A outra vacina [disponível para crianças], contra a variante ômicron, apresenta números inferiores a esse. Então foi um resultado muito positivo e que serviu de base para a apresentação do pedido à Anvisa para a liberação da vacina para essa faixa etária”, disse ele durante coletiva de imprensa no Palácio do Governo, em São Paulo, nesta quarta (16).

Ainda segundo Dimas, os resultados de pesquisas do uso da CoronaVac em crianças estão mostrando que o imunizante é o mais seguro para a população pediátrica, inclusive em crianças ainda menores, a partir dos seis meses de idade.

 

“Com relação à faixa etária de seis meses a três anos, há estudos em andamento na China e deve ser o próximo público a ser atendido pela vacina, mostrando que ela é absolutamente segura nesse grupo etário. Estamos aguardando os resultados desses estudos para poder também encaminhar o pedido para ampliação do público”, afirmou Dimas.

 

Pesquisa chilena

Uma pesquisa realizada com 500 mil crianças que tomaram a CoronaVac durante o surto de ômicron no Chile demonstrou que a vacina do Butantan e da Sinovac tem eficácia de 69% contra internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 64,6% contra hospitalização pela Covid-19 e 38,2% contra a infecção.

O estudo foi publicado na plataforma de pré-prints Reserch Square e ainda precisa de revisão de pares.