CoronaVac é a vacina mais aplicada do mundo na faixa de três a 17 anos, afirma Dimas Covas


Publicado em: 03/11/2021

O presidente do Butantan, Dimas Covas, voltou a defender o uso da CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19, para imunizar crianças e adolescentes. Segundo o médico e professor, o imunizante é o mais seguro e o mais utilizado hoje no mundo nessa faixa etária. O pronunciamento foi feito em coletiva de imprensa nesta quarta (3), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, ao lado do governador João Doria e do secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn.

“A CoronaVac é a vacina mais segura para uso em crianças e adolescentes na faixa de três a 17 anos”, afirmou Dimas. “É a vacina que foi mais aplicada nessa população no mundo. Hoje já estamos próximos de 70 milhões de crianças e adolescentes vacinados com a CoronaVac”, completou o presidente do Butantan.

Dimas lembrou que o imunizante já teve seu uso autorizado no Chile para aplicação em crianças de seis a 12 anos – a utilização em jovens de 12 a 18 anos já estava autorizada desde maio. A vacinação de meninos e meninas de três a 11 anos com CoronaVac também foi permitida na Colômbia na última semana. Na China, o imunizante está sendo aplicado em crianças maiores de três anos desde outubro.

“Existe um perfil de segurança já demonstrado. Esses dados têm sido oferecidos quase que online para a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] à medida que são gerados”, assinalou Dimas. “Estamos nesse processo e esperamos que haja um entendimento da Anvisa de que essa é uma vacina que já tem o seu perfil de segurança demonstrado, principalmente para essa população, e que ela possa também autorizar o seu uso.”

Ensaios clínicos de fase 1 e 2 realizados na China e publicados no periódico científico The Lancet Infectious Diseases já demonstraram que a CoronaVac é segura para a população de três a 17 anos e pode induzir uma forte produção de anticorpos nessa faixa etária. O estudo randomizado, controlado e duplo-cego avaliou 550 crianças (71 na fase 1 e 479 na fase 2) que tomaram duas doses da CoronaVac com um intervalo de 28 dias.

O maior argumento a favor da aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes é a tecnologia de vírus inativado por meio do qual a vacina é feita. Uma das mais tradicionais e estudadas do mundo, ela determina que o imunizante traga em si um vírus morto, ou seja, inativado, que não é capaz de causar dano ao ser humano. Além disso, estudos científicos já demonstraram que a CoronaVac é a vacina que causa menos e mais leves efeitos adversos dentre todos os imunizantes atualmente em uso no Brasil.