Com mais de um século de existência, um dos edifícios mais antigos do Butantan é homenagem a Vital Brazil
Desenvolvido conforme os desejos de Vital Brazil, o prédio ajudou a ampliar as pesquisas e produções científicas
Publicado em:
26/04/2022
Um dos prédios mais antigos do Instituto Butantan é uma homenagem ao médico sanitarista que foi seu fundador e primeiro diretor. Inaugurado em 1914 com o nome de Edifício Central (e posteriormente batizado do Edifício Vital Brazil), foi um dos primeiros laboratórios usados por Vital para suas pesquisas. Popularmente conhecido como Prédio da Biblioteca ou Prédio Central, abriga a Biblioteca do Butantan, com importante acervo especializado de mais de 15 mil obras.
As obras do edifício foram iniciadas em 1910 e terminaram em 1913, seguindo o projeto do engenheiro e arquiteto Mauro Álvaro de Souza Camargo. Sua construção se alinhava a outras obras imponentes e sofisticadas do começo do século XX, realizadas para sediar as instituições científicas que se afirmavam no país.
Possui características arquitetônicas que remetem ao estilo Sezession, estrutura imponente, vidros nas portas e janelas gravadas com o então logotipo do instituto e acabamento de ladrilhos hidráulicos trazidos da Alemanha para compor o piso. Na sua inauguração estiveram presentes diversas autoridades governamentais e científicas, como membros do Instituto Pasteur e da Faculdade de Medicina e Cirurgia (atual Faculdade de Medicina da USP).
Desenvolvido conforme os desejos de Vital Brazil, o prédio consolidou a imagem de importante instituto de pesquisa científica e contribuiu para ampliar a infraestrutura do Butantan.
Nos seus primeiros anos, abrigou laboratórios, sala de visitação e demonstração no térreo; biblioteca, administração e secretaria no andar superior; e um depósito de materiais no sótão. Ao longo das décadas, foi sede de diversos tipos de laboratórios, como o de bioquímica e o de farmacologia, e também setores administrativos como o Núcleo de Documentação, que faz parte do Centro de Desenvolvimento Cultural.
Tombado desde 1981 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), o edifício é o cartão-postal do Butantan.
Fotos: Acervo Instituto Butantan/Centro de Memória
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