Entre fevereiro de 2020 e novembro de 2021, foram identificados 213 mil brasileiros (vacinados e não vacinados) que tiveram Covid-19 sintomática após o início do programa de vacinação. Para comparar a efetividade dos imunizantes CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen, os cientistas selecionaram 22,5 mil casos de todo o país que testaram positivo para a reinfecção pelo SARS-CoV-2, sendo que 1.545 acabaram sendo hospitalizados e 290 morreram.
Dos 22,5 mil casos analisados, 8 mil foram imunizados – 42,8% haviam tomado a CoronaVac, 40% receberam a AstraZeneca, 14,9% a Pfizer e 2,2% a Janssen. Entre os vacinados com CoronaVac, a efetividade contra hospitalização e morte foi de 81,3%. O percentual foi similar ao das vacinas AstraZeneca (89,9%) e Pfizer (89,7%), e superior aos resultados da Janssen (57,7%). Vale ressaltar que a imunização com CoronaVac no Brasil começou primeiro, tendo envolvido, em larga maioria, idosos acima de 60 anos, um público mais vulnerável ao agravamento dos casos de Covid-19.
De acordo com os pesquisadores, as análises foram concentradas em indivíduos que foram previamente infectados pelo coronavírus para responder se e até que ponto as vacinas conferem proteção adicional contra infecção sintomática e desfechos graves.
“Preocupações têm sido levantadas sobre respostas de anticorpos neutralizantes menos robustas e duráveis em indivíduos que receberam a CoronaVac em comparação com outras vacinas. Nós mostramos que a CoronaVac fornece altos níveis de proteção contra desfechos graves da doença”, reforçam os cientistas no artigo.
*Este texto é uma colaboração do jornalista científico Peter Moon para o portal do Butantan
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