Conheça cinco estudos que comprovam a efetividade da Coronavac em idosos
Publicado em: 08/10/2021

A CoronaVac é eficaz, eficiente e segura para todos os públicos. Essa não é uma declaração retórica: diversas pesquisas científicas, divulgadas em publicações de renome, confirmam o que o Butantan defende desde que a campanha de vacinação começou no Brasil. Além disso, isso é provado pela queda no número de casos e mortes por Covid-19 entre idosos no Brasil, um público vulnerável à doença, já que enfrenta mais dificuldades no seu sistema imunológico, e que foi majoritariamente vacinado com a CoronaVac.

Para combater a fake news de que a CoronaVac não é eficaz entre os maiores de 60 anos, confira a seguir cinco estudos que reafirmam o que a ciência e o Butantan sempre defenderam.

 

CoronaVac é grande responsável por reduzir em 88% óbitos por Covid-19 entre maiores de 70 anos

Um levantamento feito com base em informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do Ministério da Saúde, mostrou que, de março a agosto de 2021, a média semanal de óbitos causados pela Covid-19 no Brasil caiu 88% entre as pessoas com mais de 70 anos. Em 28/3 a média semanal de mortes causadas pelo SARS-CoV-2 entre idosos acima de 70 anos era de 1.316. Em 20/8, seis meses depois, havia caído para 164. A vasta maioria dos idosos no Brasil, cerca de 80% deles, foram vacinados com CoronaVac.

 

Estudo com 60 milhões de brasileiros de todas as idades mostra efetividade de 70% da CoronaVac

Uma pesquisa realizada com 60,5 milhões de brasileiros vacinados entre janeiro e junho de 2021 mostrou que a CoronaVac, vacina do Butantan e da biofarmacêutica chinesa Sinovac, tem uma efetividade superior a 70% para evitar casos graves, internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e mortes causadas por Covid-19, inclusive entre idosos. Do total de pessoas avaliadas que haviam completado o esquema vacinal com CoronaVac (ou seja, tomado as duas doses), 72,6% apresentaram menor risco de hospitalização, 74,2% menor risco de admissão em UTI e 74% menor risco de morte. Em relação às pessoas entre 60 e 89 anos, a efetividade da vacina foi ainda melhor: 84,2% contra hospitalizações, 80,8% contra internações em UTI e 76,5% contra mortes. O estudo foi realizado por pesquisadores das universidades federais da Bahia e de Ouro Preto, da Universidade de Brasília, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, da London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Fundação Oswaldo Cruz Fiocruz e publicado na plataforma de preprints MedRxiv.

 

No Chile, efetividade da CoronaVac é superior a 86%, inclusive entre idosos

Um artigo publicado no The New England Journal of Medicine analisou a efetividade da CoronaVac entre mais de dez milhões de chilenos, inclusive idosos, e mostrou que a proteção da vacina é de 65,9% contra infecções por Covid-19, de 87,5% contra hospitalizações, de 90,3% contra internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de 86,3% contra mortes. Para o grupo totalmente vacinado acima de 60 anos, a efetividade da vacina foi de 66,6% para a proteção contra infecções, de 85,3% contra hospitalizações, de 89,2% contra internações na UTI e de 86,5% para a prevenção de morte relacionada à doença. 

 

A CoronaVac é eficaz contra a variante gama (P.1) entre idosos

Um estudo publicado na plataforma de preprints MedRxiv e conduzido por pesquisadores ligados à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, à Organização Pan-Americana de Saúde, à Universidade de São Paulo e às universidades norte-americanas da Flórida e de Yale, entre outras instituições, mostrou que a CoronaVac é eficaz na prevenção da variante gama em idosos com mais de 70 anos. A eficácia da vacina contra hospitalizações duas semanas após a aplicação da segunda dose foi de 59%, e contra mortes, de 71,4%. O indicador variou com o aumento de idade: entre os indivíduos com idade de 70 a 74 anos, a eficácia foi de 61,8% contra a doença sintomática, de 80,1% contra hospitalizações e de 86% contra mortes. A pesquisa investigou 43.774 adultos com 70 anos ou mais, residentes no estado de São Paulo, todos sintomáticos para Covid-19.

 

CoronaVac está associada à queda na mortalidade de idosos logo no início da vacinação por Covid-19

Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Espanha demostrou que a aplicação da CoronaVac levou à queda na internação e nos óbitos por SARS-CoV-2 de pacientes idosos, inclusive em contextos onde predominava a variante gama (P.1, amazônica), logo após o início da campanha de vacinação. Na relação entre janeiro-fevereiro (quando poucos idosos haviam tomado a segunda dose) e abril, a queda no número de mortes na população acima dos 80 anos foi de 25% para 13%.