Dose de reforço da CoronaVac é eficaz contra a ômicron, diz estudo chileno
Terceira dose aumentou o nível de anticorpos neutralizantes, que foram capazes de combater a ômicron e a delta
Publicado em:
10/03/2022
Um estudo clínico de fase 3 publicado na plataforma MedRxiv mostrou que a terceira dose da CoronaVac, vacina do Butantan e da Sinovac, aumenta significativamente a resposta de células T e a quantidade de anticorpos neutralizantes capazes de reconhecer as variantes ômicron e delta do SARS-CoV-2. A pesquisa foi coordenada pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e pelo Instituto Milênio de Imunologia e Imunoterapia, que já tinham divulgado resultados preliminares do estudo em dezembro de 2021.
Os pesquisadores incluíram no estudo 186 voluntários que receberam a dose de reforço da vacina do Butantan após seis a oito meses da segunda dose. Nesse período, o nível de anticorpos neutralizantes, que estava em 124,8 GMU (unidades médias geométricas) um mês após a segunda dose, foi reduzindo até 39 GMU – fator que também foi observado em outras vacinas, justificando a necessidade de um reforço.
Com a terceira dose da CoronaVac, os anticorpos neutralizantes saltaram para 499 GMU, um aumento de 12 vezes. Ao analisar a capacidade de neutralização contra a ômicron e a delta em 30 dos voluntários, os cientistas identificaram títulos médios de anticorpos neutralizantes de 50,7 contra a ômicron e de 159,2 contra a delta, e a taxa de soropositividade (produção de anticorpos) foi de 76,7% e 93%, respectivamente.
A resposta imune celular, mais especificamente a atividade de células T CD4+, foi avaliada em 40 dos participantes. “Nós observamos que a ativação das células T se manteve alta seis meses após a segunda dose e seguiu aumentando após a dose de reforço, sugerindo que a CoronaVac pode estimular e sustentar a resposta imune celular ao longo do tempo”, afirmam os autores do estudo. As células T também apresentaram uma boa resposta à ômicron e à delta, semelhante à resposta contra a cepa original do SARS-CoV-2.
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