Negacionismo tira da população a oportunidade de viver melhor, diz professor da USP

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Publicado em: 09/12/2021

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o negacionismo foi utilizado para esconder fatos importantes e essenciais à saúde das pessoas, como os resultados de pesquisas científicas e a importância da vacinação. Este foi um dos temas debatidos na última mesa redonda do CoronaVac Symposium, na tarde da quinta (9). 

Para o médico sanitarista e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, o negacionismo é uma forma de esconder os resultados da ciência que poderiam melhorar a vida de muitas pessoas. “O negacionismo nos tira a oportunidade de ter saúde e viver melhor. Alguém está interessado em vender algo diferente, que pode ser um produto, e aí o negócio é só dinheiro. Mas pode ser também uma ideologia, um jeito de enxergar o mundo que não deveria ser utilizado”, afirmou.

O CoronaVac Symposium também foi uma oportunidade para divulgar estudos científicos realizados em vários países do mundo a fim de combater as informações falsas que são compartilhadas na internet e redes sociais com relação à eficiência e segurança da vacina do Butantan, que é a mais usada no mundo.

“Esse simpósio demonstrou que a CoronaVac é uma excelente vacina, a mais usada no mundo, com 2,3 bilhões de doses distribuídas. É a vacina mais produzida e mais utilizada, principalmente nos países mais pobres”, afirmou o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. 

Outra participante da mesa foi a médica e comunicadora Thelma Assis, que tem mais de seis milhões de seguidores em suas redes sociais e uma responsabilidade de sempre trabalhar com a verdade. 

“É de extrema importância orientar. Quando me vi com quase seis milhões de pessoas me seguindo, me preocupei em me embasar em artigos científicos, em toda pesquisa e trabalho nesses quase dois anos, para poder propagar isso para as pessoas”, finalizou ela.