CoronaVac é grande responsável por redução de 88% nos óbitos por Covid-19 entre maiores de 70 anos, aponta levantamento
Publicado em: 16/09/2021

Um levantamento feito com base em dados do Ministério da Saúde e divulgado nesta quarta (15) mostrou que, de março a agosto de 2021, a média semanal de óbitos causados pela Covid-19 no Brasil caiu 88% entre as pessoas com mais de 70 anos. É mais um indicador da eficácia e efetividade da CoronaVac, já que a maioria das pessoas nessa faixa etária foi imunizada com a vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac contra o vírus SARS-CoV-2.

De acordo com informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), utilizado pelas vigilâncias epidemiológica estaduais para registrar os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em 28/3 a média semanal de mortes por Covid-19 entre idosos acima de 70 anos era de 1.316. Em 20/8, seis meses depois, havia caído para 164. Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa pelo governador de São Paulo, João Doria, e pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

“As pessoas com mais de 70 anos, majoritariamente, mais de 80%, receberam a vacina do Butantan. Portanto, uma contribuição muito importante na redução de óbitos nessa população se deve à CoronaVac”, explicou Dimas. “Essa vacina é a que tem o maior número de pessoas analisadas em termos de eficiência, e essa eficiência é elevadíssima”, completou ele.

De acordo com o presidente do Butantan, os dados do levantamento se alinham a pesquisas feitas no Brasil em populações como imunossuprimidos e transplantados, e com estudos de países como o Chile, realizados com mais de 10 milhões de pessoas, do Uruguai, com mais de 5 milhões, e da Turquia. “A CoronaVac está dando uma grande contribuição para o controle da pandemia em termos mundiais”, resumiu Dimas.

Na mesma entrevista coletiva, a coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva de moléstias infecciosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a médica infectologista Ho Yeh Li, recordou que há 18 meses a instituição recebia a primeira internação de caso suspeito de Covid-19 e que a vacina representava um “sopro de esperança” para os profissionais da saúde e a população em geral.

“Nesses pouco mais de oito meses de vacinação, a gente pode observar uma redução progressiva de internações em nossos hospitais, o que é exatamente igual ao que acontece no resto do país, no resto do mundo”, afirmou Ho Yeh Li. A médica também fez um apelo para que todos tomem a vacina, inclusive a dose de reforço, conforme as recomendações das autoridades competentes.