Europa precisa de vacinas de vírus inativado para combater a Covid-19, reforça pesquisador da Universidade de Barcelona

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Publicado em: 09/12/2021

Países europeus não estão usando vacinas de vírus inativado contra a Covid-19 e estão vendo o número de casos do novo coronavírus voltar a subir, o que não ocorre com as nações que aplicaram a CoronaVac. Diante dessa realidade, o continente europeu deveria considerar a autorização de imunizantes que usam essa tecnologia, na opinião do pesquisador Rafael Franco, da Universidade de Barcelona, um dos participantes do terceiro e último dia do CoronaVac Symposium, nesta quinta (9).

"Quando vemos uma porcentagem de vacinação mais baixa, vemos um aumento de casos. Mas não é o que acontece em países que usaram mais a CoronaVac do que outras vacinas. Na Europa não temos vacinas de vírus inativado e é algo que precisamos", disse o cientista.

Segundo Franco, não há motivos científicos que embasem a ausência do imunizante entre as vacinas contra Covid-19 disponíveis no continente europeu. "E por que muitos de nossos colegas na Europa não estão considerando o uso dessas vacinas de vírus inativado, o que é incomum?", questionou.

 

Franco foi mediador das palestras do encerramento do CoronaVac Symposium, que focou em discussões sobre a segurança e a imunogenicidade da vacina em subpopulações como crianças e em pacientes com comorbidades. O evento reuniu pesquisadores e cientistas para discutir estudos mundiais e novas descobertas sobre a CoronaVac, e foi realizado por iniciativa do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac.

O pesquisador espanhol liderou um estudo publicado em preprint há alguns meses que conclui que vacinas de vírus inativado, como a CoronaVac, são mais eficazes no controle da pandemia por induzirem uma resposta imune mais ampla. O artigo mostra que países que adotaram imunizantes de vírus inativado como principal vacina, como Chile, Uruguai e China, têm tido um desempenho melhor na redução do número de casos de Covid-19 em relação a países como Estados Unidos, Israel e Reino Unido, que utilizam vacinas de RNA mensageiro e vetor viral de adenovírus. Apesar dos altos índices de vacinação, estes países sofreram um aumento considerável de casos devido à variante delta, mais transmissível. 

 

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