Butantan recebe diretoria da Fapesp e reforça parceria no combate à Covid-19
Publicado em: 06/05/2021

Nesta quarta (6), o Instituto Butantan recebeu a visita de parte da diretoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O objetivo do encontro foi reforçar a parceria entre as duas instituições, que começou em 1962, ano de fundação da FAPESP. De lá para cá, foram 1.134 auxílios à pesquisa concedidos pela fundação, com 54 deles em andamento atualmente. Entre os presentes estavam o presidente Marco Antonio Zago e o diretor-presidente Carlos Américo Pacheco, além do diretor científico Luiz Eugênio Mello, do diretor administrativo Fernando Dias Menezes e do chefe de gabinete José Roberto Drugowich. Eles foram recepcionados pelo diretor de estratégia institucional do Butantan, Raul Machado Neto, e pelo presidente Dimas Covas, entre outros diretores e cientistas do Instituto. 

No evento, Raul Machado Neto destacou algumas das pesquisas relacionadas ao combate à pandemia que recebem o suporte da FAPESP. A primeira delas diz respeito ao desenvolvimento da CoronaVac: o órgão apoiou os ensaios clínicos de fase III feitos com profissionais de saúde para a avaliação da eficácia do imunizante. O suporte financeiro da FAPESP, nesse caso, foi estendido também ao Projeto S, ensaio clínico realizado em Serrana (SP) para avaliar a eficiência da vacinação em nível populacional, e, ainda, para a criação da ButanVac, a primeira vacina contra a Covid-19 que será produzida integralmente no Brasil. 

 

 

No entanto, a parceria entre as duas instituições contra o novo coronavírus foi além da vacinação. “A resolução de um problema complexo como uma pandemia envolve múltiplos componentes, alguns até mesmo extrapolam a ciência, uma vez que se estendem a questões sociais e econômicas”, justificou Marco Antonio Zago. Por essa razão, como ressaltou o diretor de estratégia institucional do IB, Raul Machado Neto, o trabalho em equipe de ambas as instituições levou também ao desenvolvimento do soro anticoronavírus feito a partir do plasma de cavalos, que tem o objetivo de amenizar os sintomas da doença em pessoas infectadas; assim como à implementação da Rede de Alerta das Variantes de Covid-19 que, como diz o nome, foi criada para detectar as variantes emergentes do SARS-CoV-2 no estado de São Paulo. 

“De 1962 para cá, os projetos fomentados e apoiados pela FAPESP no Butantan resultaram em benefícios diretos à população. Não só à do estado, como à de todo o país. Por isso, só temos a agradecer”, concluiu Dimas Covas ao final do encontro.