Vacinados com CoronaVac previamente infectados pela Covid-19 apresentaram mais anticorpos do que os não infectados, diz estudo turco

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Publicado em: 08/12/2021

A CoronaVac, vacina do Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, produziu alto nível de anticorpos em profissionais de saúde previamente infectados pelo SARS-Cov-2, assim como entre os não infectados, segundo estudo realizado pela Clínica Pediátrica do Memorial Atasehir Hospital, na Turquia, com mais de 700 profissionais de saúde. Dados do estudo foram apresentados pelo cientista e líder do estudo Ahmet Soysal, do Atasehir Hospital, no segundo dia do CoronaVac Symposium, evento online que discute estudos e novas descobertas sobre a CoronaVac, nesta quarta (8).

Segundo o pesquisador turco, o principal achado do estudo que comparou a imunogenicidade e a reatogenicidade da CoronaVac em trabalhadores de saúde previamente infectados e não infectados é que ele mostra que os profissionais infectados pela Covid-19 até quatro meses antes de receber a primeira dose tinham titulação de anticorpos mais alta do que os que não desenvolveram a doença.

Este é o primeiro estudo que investiga a reatogenicidade e a imunogenicidade da CoronaVac em indivíduos previamente infectados naturalmente, de acordo com o pesquisador.

“Esta evidência corrobora outros estudos que demonstraram que titulação média das duas doses de CoronaVac é mais alta nos profissionais de saúde anteriormente infectados e demonstra que a CoronaVac é segura, efetiva e confiável em pessoas já infectadas, sejam elas profissionais de saúde ou não”, assinalou.

 

Para Ahmet, entre todos os vacinados com a CoronaVac analisados no estudo, 98% dos profissionais de saúde tiveram anticorpos detectáveis depois da aplicação completa do imunizante. Apenas dois não apresentaram níveis detectáveis. “A titulação de anticorpos era significativamente mais alta em profissionais de saúde do que em outros pacientes”, completou.

O estudo analisou a titulação de anticorpos neutralizantes em 103 profissionais de saúde que foram infectados pela Covid-19 quatro meses antes da vacinação e 627 não infectados antes da vacinação como grupo controle. O estudo foi realizado entre 11/1 e 26/2, período próximo ao início da vacinação do país, que começou em janeiro de 2020.

Dos 103 profissionais de saúde analisados, 63 eram mulheres e 40 homens. Ainda segundo o estudo, as reações adversas mais relatadas foram dor no local da injeção e sonolência. Ahmet disse ainda que o estudo deve evoluir com resultados sobre a terceira dose de CoronaVac no grupo estudado.

 

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