Nova fábrica do Butantan trará autossuficiência de IFA para vacinas contra Covid-19, zika, hepatite A e raiva ao país, diz Dimas Covas

Instituto entrega obra civil de Centro de Produção Multipropósito de Vacinas que produzirá 100 milhões de doses por ano


Publicado em: 25/03/2022

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o Centro de Produção Multipropósito de Vacinas (CPMV), cuja obra civil foi entregue nesta sexta-feira (25), trará ao Brasil autossuficiência de produção de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para vacinas contra Covid-19, zika, hepatite A e raiva, entre outras. O insumo utilizado na CoronaVac, vacina do instituto e da Sinovac, é atualmente importado da China, e é essencial para a produção do imunizante.

“O Butantan procura a autossuficiência de IFA para todo seu portfólio de vacinas, não somente para a CoronaVac. Já somos autossuficientes em relação à vacina da gripe e seguimos agora o mesmo caminho para todas as demais vacinas. Com a autossuficiência queremos atender plenamente o Brasil e começar a enviar vacina para o mundo e para quem mais precisa”, disse ele, durante a visita às instalações da fábrica em conjunto com o governador do estado de São Paulo, João Doria, empresários e a diretoria do Butantan.

“Com a nova fábrica não precisaremos mais importar o IFA de jeito nenhum e não só para a CoronaVac, como para as vacinas contra zika, raiva e hepatite A, entre outras, que com a experiência poderemos produzir com o tempo”, ressaltou.

 

A entrega da obra civil contou com a presença de lideranças de empresas doadoras como Amazon, BRF, Ambev, Grupo Raia Drogasil, IFood, BASF, Comgás, entre outras, que visitaram as instalações na nova fábrica na companhia do governador, do vice-governador Rodrigo Garcia, da presidente da Comunitas, Regina Esteves, e do secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

O CPMV, localizado no parque fabril do Butantan em área de 11 mil m², se caracteriza por ser totalmente automatizado e vem recebendo equipamentos e maquinário, parte deles importados dos Estados Unidos e da Itália. 

A obra foi realizada por meio de doações de 75 empresas privadas brasileiras, dos mais diversos setores, que totalizaram R$ 189 milhões, captadas pela Comunitas, organização do terceiro setor especializada em implementar parcerias público-privadas.