Conheça os sintomas mais comuns da ômicron e de outras variantes da Covid-19


Publicado em: 15/12/2021

Os sintomas da Covid-19 foram mudando à medida que novas variantes do vírus SARS-CoV-2 surgiram desde o início da pandemia, em março de 2020. Atualmente, circulam pelo mundo pelo menos cinco variantes de preocupação (VOCs, da sigla em inglês variants of concern), consideradas mais transmissíveis e com maior risco de levar a casos de gravidade: alfa, beta, gama, delta e ômicron. Os nomes do alfabeto grego foram dados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no intuito de facilitar a comunicação, a notificação de casos e reduzir preconceitos.  

 

Vírus original

Desde o surgimento da versão original do vírus, a cepa de Wuhan, os sintomas da Covid-19 considerados mais comuns são febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato. Os menos comuns, mas também relatados, são dor de cabeça, garganta inflamada, olhos vermelhos ou irritados, diarreia, erupção na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés. Já os sintomas mais graves envolvem dificuldade de respirar ou falta de ar, perda de fala ou mobilidade, confusão mental e dor no peito, de acordo com a OMS. 

Na maioria dos casos de Covid-19, apenas alguns destes sintomas aparecem entre cinco a 14 dias após a infecção, mas a grande maioria permanece assintomática. Em casos graves, a recomendação da OMS é que se procure ajuda médica

A boa notícia é que algumas vacinas contra Covid-19 já confirmaram serem capazes de neutralizar as variantes de preocupação. Uma delas é a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, cujos estudos demonstraram alta eficácia contra alfa, beta, gama e delta. 

Uma atualização da CoronaVac para proteger contra a ômicron deverá ficar pronta em três meses, segundo a Sinovac. 

 

Veja os sintomas mais comuns de cada variante de preocupação:

 

Ômicron

A variante designada ômicron pela OMS foi detectada e anunciada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25/11 a partir de amostras retiradas de um laboratório cerca de dez dias antes. 

Segundo a OMS, ainda são necessários mais dados sobre os sintomas e a gravidade clínica da ômicron para traçar um perfil sintomático da variante. No entanto, a médica Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul, detectou sintomas diferentes dos pacientes com Covid-19, a maioria com delta, que ela tratava em um hospital sul-africano. Estes pacientes relatavam cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta e não relataram perda de olfato ou paladar. A maioria deles tinha quadros leves e foi tratada em casa. Quase metade destes pacientes com sintomas da ômicron não foram vacinados, ela informou à agência Reuters.

Segundo a OMS, já se sabe que a ômicron é uma variante altamente transmissível e com grande número de mutações. A notícia da nova variante provocou uma reação rápida de vários países, que impuseram uma proibição de viagens para a sul da África com efeito imediato, uma decisão que o país africano contestou. 

Sintomas mais comuns: cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

 

Delta

À medida que a variante delta, descoberta na Índia em outubro de 2020, se espalhava pelo planeta, os sintomas mais comuns da doença passaram a ser febre, tosse persistente, coriza, espirros e dor de cabeça e garganta. A perda de paladar e de olfato deixou de ser relatada, segundo um estudo capitaneado pelo King´s College of London, que mapeou os casos de Covid-19 no Reino Unido por meio de um aplicativo, o Zoe Covid Study

A delta, por sua vez, se mostrou mais transmissível que as VOCs alfa, beta e gama, com adoecimento mais rápido e alto risco de hospitalização, sobretudo entre os não vacinados, declarou a Comissão Europeia de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC). O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, por sua vez, afirmou que vacinados que contraem a delta tendem a ser assintomáticos ou apresentar sintomas leves.  

Sintomas mais comuns: coriza, dor de cabeça, espirros, dor de garganta, tosse persistente e febre.

 

Gama 

A variante gama foi identificada pela primeira vez em quatro viajantes que vinham de Manaus (AM) e foram testados durante triagem de rotina do aeroporto de Haneda, no Japão, em novembro de 2020. Em janeiro de 2021 ela já atingia os Estados Unidos e foi decretada como uma variante de preocupação pela OMS. 

A variante que se tornou predominante na capital amazonense foi responsável pelo aumento abrupto de hospitalizações e mortes pela Covid-19 no estado, que entrou em colapso. No período, o Brasil começava sua vacinação contra o coronavírus, enquanto uma segunda onda de casos e mortes tomava o país.

Um estudo de prevalência da gama em Manaus, publicado na revista científica The Lancet, detectou os sintomas mais comuns em pessoas infectadas com a variante. Outros estudos realizados com infectados pela gama no Brasil detectaram também o surgimento de sintomas até então menos comuns.

Sintomas mais comuns: febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.

 

Alfa

A variante de preocupação alfa surgiu com um grande número de mutações e foi detectada pela primeira vez no Reino Unido em setembro de 2020. Em dezembro de 2020, já tinha se espalhado para vários países, incluindo os Estados Unidos. 

A alfa foi associada a um risco aumentado de morte em comparação ao vírus original. Um estudo realizado com 1 milhão de pessoas e publicado na revista científica PLOS One identificou o padrão sintomatológico da alfa, comparando-o com o vírus original.  

Sintomas mais comuns: perda ou alteração do olfato, perda ou alteração do paladar, febre, tosse persistente, calafrios, perda de apetite e dores musculares. 

 

Beta

A variante beta, uma mutação da alfa, foi detectada na África do Sul em outubro de 2020 e rapidamente se espalhou para mais de 40 países. Seus sintomas não mudaram em relação à alfa, mas a variante foi associada a um aumento de 20% das hospitalizações e mortes por Covid-19 na África do Sul.

Um estudo realizado por pesquisadores do Qatar, que analisou a gravidade da beta, indicou que a variante tem uma tendência maior de causar hospitalizações e mortes em não vacinados do que a variante alfa

Sintomas mais comuns: febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.