Butantan e pesquisadores chilenos se reunirão com Anvisa para apresentar dados do uso da CoronaVac em crianças a partir de 3 anos

Resultados considerados positivos demonstraram resposta imune em crianças de 3 a 6 anos maior do que em adultos


Publicado em: 09/03/2022

O Butantan e pesquisadores do Instituto Milênio do Chile apresentarão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os dados do estudo de efetividade do uso da CoronaVac em crianças de três a seis anos no país andino. A pesquisa demonstrou que a vacina do Butantan e da Sinovac promoveu alta proteção contra o SARS-CoV-2 nesta faixa etária, maior até do que nos adultos, e comprovou que o imunizante é altamente seguro também para este público. A informação sobre o encontro foi dada pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa no Palácio do Bandeirantes, sede do governo paulista, nesta quarta (9). 

“Teremos uma reunião com a Anvisa para apresentação dos dados do Chile. Essa foi uma condição que a Anvisa colocou para que haja a aprovação para essa faixa de três a seis anos e essa reunião acontecerá com a apresentação dos próprios pesquisadores chilenos. Após a reunião, vamos ter um posicionamento da Anvisa em termos de prazo.”

Segundo Dimas, os resultados altamente positivos da pesquisa, que foram divulgados em artigo científico, suscitaram o encontro do Butantan com o órgão regulador, que já autorizou o uso da CoronaVac para crianças e adolescentes de seis a 17 anos no país em 20/1.

“Os dados são extremamente positivos. A população infantil responde muito bem à vacina, a resposta imune nessa população é muito melhor até do que nos adultos e idosos e ela tem a o perfil de segurança absolutamente fantástico. É a vacina mais segura de todas as vacinas empregadas contra Covid-19. Com esses dados, esperamos que haja um claro posicionamento da Anvisa no sentido de evoluir neste processo e que brevemente possa ser autorizado”, disse.

Para o presidente do Butantan, uma possível aprovação permite que crianças menores, hoje totalmente descobertas por não estarem elegíveis na vacinação contra a Covid-19, possam ser protegidas contra o SARS-CoV-2, que ainda circula. 

“Esperamos que haja sim a sensibilização à vacinação desse público, o que é fundamental neste momento. É a única vacina em vias de aprovação para esse público no Brasil. Estamos aguardando com muita expectativa essa reunião”, completou.