As mulheres do Butantan: nossa homenagem às colaboradoras no Dia Internacional da Mulher


Publicado em: 09/03/2021

Mais do que uma comemoração, o Dia Internacional da Mulher representa um convite para a reflexão sobre a falta de equidade que ainda existe entre homens e mulheres nos mais diversos aspectos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres correspondem a 52% da população brasileira ocupada a partir dos 14 anos . Ainda assim, ganham, em média, 20,5% menos do que os homens, e trabalham 4h48min a mais do que eles.

No Butantan, em muitas áreas, as mulheres são dominantes: são mulheres, por exemplo, 70% dos pesquisadores científicos do Instituto. Há mulheres à frente de diretorias de produção e executivas. Há mulheres liderando pesquisas, laboratórios e desenvolvimento de novos produtos. Áreas como Controle de Qualidade possuem toda a sua gestão – gerentes, supervisoras e coordenadoras – nas mãos de mulheres. Ainda assim, há um longo caminho a percorrer. 

Neste Dia Internacional da Mulher, o Butantan homenageia as mulheres mostrando o que pensam e sentem pesquisadoras, colaboradoras e gestoras sobre o que é ser mulher no mercado de trabalho e no Instituto, especialmente nesse momento histórico. Quais são as dificuldades que as mulheres ainda enfrentam? E o que nós, mulheres, podemos fazer para tornar esse ambiente melhor e mais justo para todas? 

 

 

O que é ser mulher no mercado de trabalho

"Às vezes você tem que escolher algumas situações, tem dias que você tem que ser muito mais mãe do que profissional. Mas isso é uma fortaleza porque é privilégio da mulher. E é um ponto forte porque a gente consegue ter esse equilíbrio, ser uma mãe e uma boa profissional, administrar as duas coisas." Daniela Cassimiro Silva, Secretária da Diretoria

“As nossas principais dificuldades são as pessoas entenderem, ainda nos dias de hoje, que a mulher tem muita força. Não é porque ela tem força que ela deixa de ser feminina; não é porque ela é feminina que ela não tem força para atingir desafios, para conseguir entregar resultados importantes.” Juliana Araújo, Gerente de RH Estratégico

“A gente não tem as mesmas prioridades que os homens, além de salário, benefício. Eles sempre estão à frente. O que não é justo, porque tem muitas mulheres muito competentes – mais que eles. O mercado acaba vendo ser mulher como uma fraqueza porque tem filhos, às vezes tem que sair mais cedo pra levar o neném no médico porque ele fica doente. É uma dificuldade que nós temos, mas estamos mostrando que não é dessa forma. Pra mim isso não é uma fraqueza, é mais um estímulo. A gente consegue fazer isso e muito mais, a gente consegue assimilar e assumir muitas responsabilidades ao mesmo tempo.” Katia da Silva Matos, Analista de Comércio Exterior

“Eu acho lamentável, lastimável, em 2021 a gente ter que discutir que mulher acaba tendo um prejuízo em relação a posições, a cargos de comandos e a salário. Essa coisa de ‘ah, porque é mulher, porque tem filho, porque vai ficar não sei quantos meses fora, porque tem que buscar criança na escola, porque tem que levar criança pro médico, porque tem...’ Isso é lamentável, porque eu acho que está muito claro pra todo mundo que em termos de capacidade não tem discussão, estamos todos no mesmo nível, não somos seres inferiores de forma alguma. O duro é que a gente ainda tem que estar nessa: tenho que provar, tenho que chegar em primeiro lugar, pra ter algum respeito.” Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, Diretora de Inovação e do Centro de Excelência em Novos Alvos Moleculares

"Ser mulher no mercado de trabalho é um desafio. A gente tem que, constantemente, procurar, frente a todas as dificuldades, mostrar que nós estamos aqui para fazer o melhor e também que nós temos capacidade de chegar lá." Mayara Mariuci Fernandes, Supervisora do Controle de Qualidade das Amostras Virais Dengue

“Mulher, pra mim, é sinônimo de força de vontade, de eficiência, trabalho pesado, de ser multitarefa. É luta, é conseguir lidar com questão de casa, de filhos e ainda assim manter a produtividade no trabalho. Todos os exemplos que eu tive vindos de mulheres foram de profissionais bem sucedidas, com uma capacidade incrível.” Juliana Galvão da Silva, Coordenadora de Controle de Qualidade Biotecnológico

“A gente sabe que existe machismo, que a gente vem de gerações de mãe e avó que sofreram muito com isso, que às vezes nem têm uma profissão porque não era aceito na época delas. Minha mãe sempre me estimulou a ser independente, a ir atrás das coisas que eu quero. Então eu tive muita sorte.” Natully Süffert Fogaça, Coordenadora do Controle Biológico

“A dificuldade pra ser mulher é você conseguir conciliar a sua vida profissional, a sua vida como esposa, a sua vida como mãe, como filha. É uma batalha por dia. A gente se entrega 100% na vida profissional, mas a gente também precisa se entregar 100% quando a gente é casada. Eu percebo quando a gente fala que realmente mulher é guerreira, porque a gente tem que conciliar tudo isso, a vida profissional, a vida amorosa, a vida de dona de casa, que não é fácil. Essas são as aventuras de ser mulher quando a gente opta por seguir uma carreira profissional.” Evelyn Bataier, Coordenadora do Controle Microbiológico

“As mulheres se entendem bem e entendem também a questão emocional. Elas têm a parte do pragmático, do profissional e também conseguem enxergar a questão emocional.” Adriana Regina Miranda, Coordenadora de Controle de Qualidade e Projetos

“Tem dificuldade de todo tipo, desde o preconceito intelectual, o preconceito físico, que algumas atividades podem ser nossas ou não, até do desconhecimento do que a gente consegue, do que a gente é capaz. Principalmente no setor farmacêutico eu vejo que existe uma tendência a acharem que homens são mais rígidos e conseguem resultados em prazos ou processos mais enxutos. E a gente provou que bons resultados não são necessariamente ligados ao sexo.” Luciana Pimenta Barbosa, Gerente de Controle de Qualidade

“Ser mulher no mercado de trabalho hoje é revolucionário. A gente está tendo um espaço no mercado de trabalho que antigamente não tinha. É uma forma de todas as mulheres se espelharem e verem que é possível. E tem que continuar assim, as oportunidades têm que ser as mesmas.” Rubia Galvão Cláudio, Responsável pelo laboratório CQ (P54) de exames de diagnóstico de Covid

“De forma geral, existe um desnível muito acentuado que a gente escuta na mídia, escuta em profissões que existem diferenças salariais. As posições de mando sempre são difíceis de serem alcançadas por mulher. Essas coisas têm se transformado ao longo do tempo, mas obviamente a gente está longe de ter uma sociedade em que homens e mulheres tenham o mesmo salário, tenham a mesma discussão de posições. É uma questão de tempo, uma questão de todas as gerações trabalharem.” Denise Vilarinho Tambourgi, Pesquisadora Científica e Diretora do Laboratório de Imunoquímica

“Na minha opinião, o desafio ainda é provar que as mulheres podem cumprir com as mesmas atividades que os homens. Isso apesar da gente estar no século XXI. Nesse momento estamos falando de grandes avanços tecnológicos, mas ainda tem muita desigualdade entre as mulheres, principalmente na área de Tecnologia. Ainda é bastante raro você encontrar gestores de TI mulheres. Eu calculo que cerca de 10% dos gestores são mulheres na área de Tecnologia.” Claudia Anania, Gerente de TI

“A sociedade brasileira ainda é muito preconceituosa com a mulher, principalmente quando você se destaca por alguma razão dentro da sua área de competência. Vem mudando o conceito dos gestores: eles já conseguem visualizar que é por esforço, é por mérito, é por desenvolvimento de competências, é porque você fez cursos, você se preparou por aquilo, então você tem novas oportunidades. Mas infelizmente ainda tem muitas pessoas que acreditam que quando você se destaca, você recebe uma promoção ou ganha uma certa notoriedade é porque você, como mulher, usou de artifícios que não a sua competência profissional praquilo. Então você se destacar ainda com um cenário negativo nesse aspecto é muito gratificante. É um reconhecimento não só do nosso esforço, mas também das nossas competências.” Juliana Cassano Carvalhal, Coordenadora de Programas e Projetos Especiais da Diretoria Técnica

"A gente também passou a entregar mais para o mercado de trabalho, correr mais, fazer mais coisas, se desafiar cada vez mais, então eu acho que as portas se abriram muito em função disso também. Não foi porque 'ah, é mulher, vou abrir uma porta'. Não, foi porque a gente batalhou, correu atrás, se especializou, mostrou que também tem garra e pode entregar igual a um homem." Luciane Vieira de Jesus, Supervisora de Compras

"Ser mulher é aliar eficiência e qualidade dentro da estrutura de trabalho, dentro das estratégias que a gente tem que seguir e das tomadas de decisões. É um diferencial por ser mais detalhista, mais atenciosa em alguns pontos. É resistência." Mariany Marcomini Pereira, Coordenadora do Controle de Qualidade

 

Mulheres na liderança

“Uma mulher em uma sociedade com desigualdade é como um elo em uma corrente. Quando ela ganha uma posição de destaque, quando ela sobe, ela puxa pra cima todas as outras. Ela está dizendo que esse mesmo cargo é possível para qualquer outra mulher da mesma empresa. O mesmo recado ela passa para as meninas em casa que a veem em uma foto.” Cintia Lucci, Diretora de Projetos Estratégicos

"Quando a gente tem líderes mulheres, dá mais gás pra você correr atrás. 'Nossa, se ela está lá, se ela chegou lá, eu também posso.' Isso acaba sendo um incentivo maior. Não é muito comum ter chefe mulher, mas eu acho que a mulher tem essa visão mais sensível, essa visão melhor do todo." Camila dos Santos Oliveira, Analista Administrativa

"A gente tem que se unir. Nós, da parte de gestão, conseguimos mudar essa visão das pessoas e mostrar que tudo isso faz parte e que a gente tem muito poder. Não é porque mulher tem vida, mulher tem filhos... A gente também está no mercado de trabalho, a gente está aqui também para fazer e acontecer." Priscila Aparecida Ozzetti, Supervisora do Controle Biológico

“Nós somos um grupo de liderança de mulheres. Quando você tem alguma dificuldade, a sua par, quem está abaixo de você ou quem está acima não enxerga ali só um profissional, mas alguém que tem uma história, que tem uma família, que tem outras lutas que não liderar vacina ou liderar um soro.” Evelyn Bataier, Coordenadora do Controle Microbiológico

“O lado feminino traz um sentimento de acolhimento, de conforto. Então hoje o que eu sinto muitas vezes é que as pessoas vêm buscar esse acolhimento, esse aconchego que nós, como mulheres, somos capazes de proporcionar. Aí, nesse caso, talvez melhor do que os homens.” Fan Hui Wen, Gerente de Produção do Núcleo de Soros do Centro Bioindustrial

“Cada vez mais existem mulheres à frente. Temos diretoras da pesquisa, da cultura, temos mulheres gestoras na produção, gerentes. Isso vai abrindo mais espaço, porque cada vez mais numa mesa nós nos fazemos presentes. Você começa a perceber que nessas reuniões começam a ter mais mulheres. E isso é bom, porque a gente se entende até no olhar: 'puxa, a gente tá aqui'.” Vanessa Vilches Sant Anna, Gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente

 

Ser mulher no Butantan

"Dá muito orgulho de fazer parte desse time, de estar envolvida com mulheres fortes, com mulheres que querem fazer a diferença. Que, assim como eu, também enxergam outras que estão iniciando agora e dando apoio, incentivando, para que a gente consiga chegar onde a gente quiser." Juliana Araújo, Gerente de RH Estratégico

"Ser mulher já é um privilégio, apesar de todas as dificuldades. É muito gratificante porque a gente supera as adversidades, tem uma capacidade de ser múltipla e de agregar. E aqui no Butantan é um privilégio muito grande porque a gente pode assistir de camarote à ciência e à pesquisa sendo feitas por um corpo de pesquisadores majoritariamente feminino. É um colo de mãe para São Paulo, para o Brasil e para o mundo. Esse olhar de sensibilidade da mulher e essa capacidade de ser múltipla faz o Butantan também ser sensível e múltiplo." Natalia Lamesa Ambrosio, Advogada

"No meu departamento nós somos só mulheres. Mães, donas de casa, com mais atribuições. Então a gente tem que se desdobrar, aprender a fazer, organizar o dia e a vida, e saber que a gente pode contribuir nesse processo que estamos vivendo, nesse momento que a gente está em evidência." Marisa Santos Irala, Analista de Convênios

“É um privilégio estar num setor predominantemente feminino, é muito enriquecedor, a gente aprende todos os dias. A mulher tem muita garra, sempre tem novas ideias, quer aparecer, quer crescer e isso é muito legal para o setor.” Sarah Fernandes Vilar, Supervisora do Laboratório Físico-químico

“É muito gratificante mesmo liderar equipes de mais de 100 pessoas, a maioria do sexo masculino, onde a gente sente o respeito dos operadores, dos técnicos pela pessoa, não necessariamente de um gênero, mas pelo trabalho que é desenvolvido.” Fan Hui Wen, Gerente de Produção do Núcleo de Soros do Centro Bioindustrial

“A mulher sempre foi presente, tanto na área de produção, de etapas mais administrativas, na garantia, jurídico, compras, comunicação. Você percebe que em cada área você tem uma liderança, mesmo que ela não seja a gestora principal, mas você tem um líder, uma pessoa técnica, você sempre tem mulheres envolvidas e que fazem a diferença. Porque o olhar é diferente. Quando a mulher compõe a equipe, você tem ali um olhar, uma forma de ver o mundo, uma forma de tratar as pessoas com outro jeito. A gente consegue olhar além.” Vanessa Vilches Sant Anna, Gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente

“Ter a oportunidade de estar em momento tão importante da história mundial, em uma instituição renomada e de tanta importância nacional, e ainda atuar junto a tantas pessoas extraordinárias é incrível. Mais ainda quando vemos ao nosso lado mulheres maravilhosas das mais diversas áreas: pesquisadoras, médicas, enfermeiras, técnicas, estatísticas, economistas, jornalistas, engenheiras, administradoras, de todas as formações e áreas, que de forma incansável estão se dividindo no enfrentamento dessa guerra: ali na linha de frente, e também nos bastidores, nas produções, nas pesquisas, nos planejamentos, nas análises e nas entrevistas. E como se não bastasse tudo isso, ainda por muitas vezes, com dupla jornada: sendo o suporte e base de suas famílias.” Jaqueline Borin, Gerente de Planejamento e Viabilidade de Projetos Estratégicos

 

O que cada uma pode fazer

“Nós já conseguimos vibrar com gestoras em cargos de liderança e se apoiar mutuamente. Mas acho que ainda precisamos ser mais gentis quando outras mulheres erram. Erros fazem parte da vida e compreender o erro do outro é aceitar nossas próprias falhas. Isso gera menos cobrança e um ambiente mais saudável para se desenvolver profissionalmente.” Vivian Lucci, Gerente de Comunicação

“A gente é mãe. Então a formação dos filhos homens é papel nosso. Educar homens para entender a posição da mulher no futuro é essencial. Para ter uma visão respeitosa das colegas, uma posição de se sentir igual. Muito dessa cultura tem a ver com a formação que as crianças tiveram. Então é importante a formação dos homens, dos meninos. E das meninas, de dizer assim: 'você pode tudo'. A gente pode tudo, a gente pode ocupar qualquer posição, qualquer atividade que demande mais cérebro, que demande mais físico, que demande o que for... só você se aplicar. É claro que um pouco de talento, um pouco de vocação contribui muito para você ir mais fácil, mas precisa ensinar essas novas gerações que a gente pode tudo e pode tudo igualmente. Agora o que cabe a cada um é trabalhar para esse crescimento, não esperar que o outro venha te dar chance.” Denise Vilarinho Tambourgi. Pesquisadora Científica e Diretora do Laboratório de Imunoquímica

“As mulheres vêm conquistando seu espaço. É consequência dessa luta, da minha vó, da minha mãe, das nossas avós e mães, de muitas gerações anteriores para conseguirmos ocupar o espaço que temos hoje. Eu acho que a gente está no caminho certo. Tem que continuar batalhando para conquistar cada vez mais o nosso espaço. Vejo que na política ainda tem muito homem, a gente precisa ocupar mais esse espaço também.” Marcela Alves de Souza Dias, Coordenadora de Controle de Qualidade Físico-químico

“A gente tem que tratar umas às outras, independente de ser no mercado de trabalho ou não, sempre com solidariedade e entender, se colocar no lugar dos outros. Tratar as pessoas com igualdade. Aqui nessa posição a gente está como modelo, como exemplo.” Ana Carla Zanoni Locatelli, 38 anos, Supervisora do Controle Biológico

“Ainda não está claro que a mulher tem a mesma capacidade que o homem. A gente está caminhando pra essa igualdade. O que a gente pode fazer é se expor, se colocar, ter coragem pra falar o que a gente acha que deve e pra levar as portadas que a gente precisar também.” Patricia dos Santos Carneiro, Gerente do Controle de Qualidade

“A gente tem que apoiar outras mulheres. Apoiar a mulher que tem filho, porque a gente sabe que é mais difícil o mercado de trabalho pra quem tem filho. Dar oportunidade justamente por sentir as dificuldades de ser mulher no mercado de trabalho.” Natully Süffert Fogaça, Coordenadora do Controle Biológico

“A gente tem que trabalhar muito com educação. Tenho sobrinhos e tento educá-los para que eles entendam que tudo é uma questão de esforço e não de condição estática, porque sou homem ou porque sou mulher. Eles precisam ser criados e entender que todo mundo tem direitos iguais e deve ter oportunidades iguais, e não é o que acontece hoje ainda.” Luciana Pimenta Barbosa, Gerente de Controle de Qualidade

“Nós somos muitas mulheres nessa profissão, nesse cargo de pesquisador científico. Eu sempre gostei de desafios, de fazer coisas novas. Pra mim, na carreira, o importante é ser profissional, antes de ser homem ou mulher, a postura profissional é o mais importante.” Ana Maria Moro, Pesquisadora Científica e Diretora do Laboratório de Biofármacos

“A partir de um determinado momento eu percebi que era um fator importante eu, na posição que estou, olhar para a questão da mulher no ambiente de trabalho e, especificamente, na área de tecnologia. Hoje eu procuro incentivar as mulheres. Faço parte de alguns grupos que incentivam meninas a procurarem cursos de tecnologia, porque elas ainda são muito resistentes. Vejo como uma questão cultural, onde os meninos ganham videogame e as meninas ganham boneca. Os meninos desde cedo têm acesso à tecnologia, e as mulheres muitas vezes não. Mais ou menos aquele conceito do que é brinquedo de menino e brinquedo de menina. Isso a gente procura quebrar, esse conceito, por que brinquedo é brinquedo e serve pra todos os gêneros.” Claudia Anania, Gerente de TI

“Se você mantiver a sua humildade, se você mantiver o seu objetivo, tratar todo mundo com gentileza e com educação e fizer o seu melhor, você tem chance de crescer, você consegue se destacar. Sempre vai ter alguém que vai te olhar e vai dar uma oportunidade.” Juliana Cassano Carvalhal, Coordenadora de Programas e Projetos Especiais da Diretoria Técnica

“Ainda não está claro que a mulher tem a mesma capacidade que o homem. A gente está caminhando pra essa igualdade. O que a gente pode fazer é se expor, se colocar, ter coragem pra falar o que a gente acha que deve e pra levar as portadas que a gente precisar também.” Patricia dos Santos Carneiro, Gerente do Controle de Qualidade

"Conseguirmos ocupar o espaço que temos hoje é consequência de uma luta de muitos anos das nossas avós e mães, de muitas gerações. A gente está no caminho certo, mas tem que continuar batalhando. Vejo que na política ainda tem muito homem, então a gente precisa ocupar mais esse espaço também." Marcela Alves de Souza Dias, Coordenadora de Controle de Qualidade Físico-químico