Reforço da CoronaVac em idosos eleva em 43 vezes o nível de anticorpos, diz estudo chinês
Anticorpos aumentaram 33 vezes após a terceira dose em adultos e neutralização foi mantida por mais tempo
Publicado em:
13/06/2022
Um estudo chinês publicado na revista de alto impacto Nature Communications mostrou um aumento no nível de anticorpos após a terceira dose da CoronaVac, tanto em idosos quanto em adultos mais jovens. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Fudan, pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças das províncias de Hebei e de Jiangsu, e pela farmacêutica Sinovac.
Os cientistas conduziram dois ensaios clínicos de fase 2 para avaliar a imunogenicidade e a segurança de três doses da CoronaVac em 600 adultos, com idades entre 18 e 59 anos, e em 350 idosos, com 60 anos ou mais. Seis meses após a segunda dose, foram observadas quedas nos títulos de anticorpos, assim como ocorre em todas as vacinas atualmente disponíveis contra a Covid-19.
No grupo de adultos, a dose de reforço elevou os níveis de anticorpos em 33 vezes com a dosagem de 6 µg (para 230,9) e em 21 vezes com a dose de 3 µg (para 143,3). O mesmo padrão foi verificado nos voluntários idosos: a terceira dose fez os anticorpos aumentarem 43 vezes (178,9, com 6 µg do imunizante) e 46 vezes (158,5, com 3 µg).
Além disso, após a terceira dose, os anticorpos neutralizantes foram mantidos por mais tempo do que o observado após a segunda. “A dosagem de 6 µg pareceu induzir maior neutralização e manter níveis mais elevados nos seis meses de acompanhamento após o reforço. Isso implica que vacinas contendo maior teor de antígeno [6 μg] podem ser consideradas para programas de imunização de reforço”, afirmam os pesquisadores.
Idosos ficam protegidos contra casos graves e mortes
Os resultados do estudo chinês se somam a diversos outros artigos publicados, reafirmando a segurança e a eficácia da dose de reforço da CoronaVac, especialmente entre a população mais velha. Em Hong Kong, uma pesquisa recente mostrou que a terceira dose da vacina é 98% efetiva para proteger idosos contra casos graves e mortes por Covid-19, mesmo durante o surto da ômicron – variante mais transmissível do SARS-CoV-2.
*Este texto é uma colaboração do jornalista científico Peter Moon para o portal do Butantan
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