Quanto mais rápida é a vacinação, mais efetiva é a vacina, apontam dados do Projeto S
Publicado em:
21/12/2021
A velocidade da campanha de imunização foi chave para controlar a Covid-19 em Serrana. É o que mostram os dados do Projeto S, estudo do Butantan que avaliou a efetividade da vacina CoronaVac, no município, localizado no interior de São Paulo. Em apenas dois meses, todos os 27 mil participantes estavam imunizados, resultando em uma efetividade da vacina de 80,5% para prevenir casos sintomáticos, de 95% contra hospitalizações e de 94,9% na prevenção de mortes.
O estudo usou a técnica de pesquisa escalonada por conglomerados, vacinando cada um dos quatro grupos (verde, amarelo, cinza e azul) com intervalos de uma semana. Quase toda a população adulta (81,3%) e mais da metade da população urbana (60,9%) de Serrana foi vacinada. No período do estudo, entre fevereiro e maio, a variante gama era predominante.
Outra pesquisa de efetividade da CoronaVac feita no Chile mostrou uma proteção menor que essa: de 65,9% contra infecções por Covid-19, de 87,5% contra hospitalizações, de 90,3% contra internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de 86,3% contra mortes. O estudo usou dados da campanha de vacinação, analisando cerca de dez milhões de pessoas.
Segundo os autores do Projeto S, a diferença nos resultados pode ser explicada pelo tempo de imunização. No Chile, a população adulta foi vacinada em quatro meses, o dobro do tempo em relação a Serrana.
“Como a técnica escalonada por conglomerados produziu resultados consistentes com os dados de um estudo de maior escala, essa estratégia [vacinação acelerada] deve ser considerada uma abordagem prática para analisar e predizer a efetividade de mundo real de novas vacinas”, afirmam os pesquisadores.
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