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Dimas Covas é o novo diretor-executivo da Fundação Butantan; troca de cargo visa continuidade dos projetos da instituição

“A mudança ocorreu em 17 de outubro e todos os colaboradores e colaboradoras foram comunicados por meio de um informe interno”, explica o ex-presidente do instituto


Publicado em: 01/12/2022

O médico hematologista e professor da Universidade de São Paulo Dimas Covas é o novo diretor-executivo da Fundação Butantan. Presidente do Instituto Butantan entre 2017 e este ano, ele foi escolhido pelo Conselho Curador da Fundação e, para poder assumir o novo cargo, pediu afastamento da função que exercia. “A mudança ocorreu em 17 de outubro e todos os colaboradores e colaboradoras foram comunicados por meio de um informe interno. Sempre fomos transparentes em relação às decisões do Butantan, e não foi diferente dessa vez”, explica Dimas Covas.

Entre as motivações para a alteração estão a necessidade de preenchimento da direção executiva da Fundação – posto deixado vago com a saída do pesquisador Rui Curi – e a vontade pessoal de Dimas de continuar atuando nos projetos que desenvolve há cinco anos à frente do Butantan. Não é possível acumular cargos nas duas organizações, daí o pedido de afastamento.

Também é importante esclarecer que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo é o órgão fiscalizador das atividades da Fundação, como entidade privada que apoia as ações do Instituto. Portanto, é natural que haja pedidos de esclarecimentos sobre as decisões e investimentos da Fundação: ainda que esteja sempre alinhada à luta pela saúde pública no Brasil, a instituição visa seu crescimento econômico e o cumprimento de metas vinculadas ao mercado nacional e internacional de imunobiológicos.

Uma delas, alcançada recentemente, era ter o Butantan entre os 10 maiores produtores mundiais de vacinas (exceto Covid-19), conforme o ranking da Organização Mundial da Saúde publicado em novembro. Essa conquista coloca uma instituição nacional, ligada à defesa da vida dos brasileiros há 121 anos, como o maior produtor de vacinas de toda a América Latina – um grande feito não só para o país, mas também para a ciência do Brasil.

Tal vitória só foi possível com investimento em pessoas. O aumento da Fundação Butantan nos últimos cinco anos se deve ao foco da instituição em seu crescimento e internacionalização, e também ao trabalho intenso desenvolvido durante a pandemia. Se em 2019 o Butantan forneceu 100 milhões de doses de vacinas ao Ministério da Saúde, em 2021 esse número saltou para 208 milhões de doses – inclusive a CoronaVac, imunizante que iniciou o combate efetivo à Covid-19 no Brasil.