CoronaVac na terceira dose teve “aceitação mais alta do que o esperado”, afirma assessor do Ministério da Saúde do Chile


Publicado em: 29/12/2021

O infectologista Rafael Araos, pesquisador da Universidad del Desarrollo e assessor do Ministério da Saúde do Chile, mostrou dados que mostram a efetividade da CoronaVac e a proteção gerada pela vacina no uso como terceira dose no país durante o primeiro dia do CoronaVac Symposium, na manhã desta terça (7). 

A CoronaVac é amplamente usada no país, com quatro milhões de doses tendo sido aplicadas no esquema primário (primeira e segunda doses) desde o começo da campanha de vacinação, há nove meses. Desde agosto, outras três milhões de doses foram usadas como reforço.

Segundo Araos, o contingente de pessoas que optou por manter o esquema homólogo - ou seja, receber a CoronaVac como reforço, configurando, portanto, uma terceira dose - indica mais uma vez a alta receptividade do imunizante no país. “A aceitação da CoronaVac nos surpreendeu, foi bem mais alta do que o esperado, provavelmente devido à boa tolerância da vacina e uma boa experiência no esquema primário”, explicou Rafael.

O estudo de efetividade da terceira dose da CoronaVac, realizado no país com mais de dez milhões de pessoas, indicou que a vacina tem efetividade global de 73%. A efetividade para evitar hospitalizações e mortes é de 87%.

“Vimos no estudo que a efetividade da CoronaVac continua alta contra hospitalizações. Enquanto no regime primário era de 83%, no reforço vamos a quase 87% com a terceira dose de Coronavac”, disse Rafael. “O uso da CoronaVac como reforço tem aumentado e isso vai ficar mais evidente no próximo relatório”, completou.

 

Terceira dose no Chile

O Ministério da Saúde do Chile disponibiliza doses de vacinas contra Covid-19 da AstraZeneca para pessoas acima de 55 anos, da Pfizer para menores de 55 anos e a CoronaVac para ambas as faixas etárias como terceira dose. O país vacina contra a Covid-19 pessoas a partir dos cincos anos, mas já autorizou a vacinação para crianças a partir dos três anos.

Dentre as pessoas que tomaram a primeira e segunda doses de CoronaVac no país, 1,7 milhão receberam uma dose da AstraZeneca como terceira dose, 1,2 milhão a terceira dose da Pfizer e 171 mil a CoronaVac.

 

 

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