Publicado em: 07/10/2021

Quatro fatos que explicam por que a CoronaVac é segura para todos os públicos

A tecnologia de vírus inativado, que está na base da CoronaVac, vacina do Butantan e da Sinovac contra a Covid-19, é uma das mais pesquisadas e seguras do mundo. Imunizantes fabricados com essa técnica apresentam, em geral, baixo número de efeitos. Prova disso é que a CoronaVac é, dentre as vacinas contra a Covid-19 atualmente em uso no Brasil, a que tem o melhor perfil de segurança.

Confira a seguir uma lista com os principais fatos que explicam os motivos pelos quais a CoronaVac, além de comprovadamente eficaz e eficiente, é segura para todos os públicos.

 

1) A CoronaVac é feita com uma das tecnologias mais conceituadas do mundo, a do vírus inativado

A tecnologia empregada na fabricação da vacina do Butantan, de vírus inativado, está entre as técnicas de produção de imunizantes mais tradicionais, estudadas e seguras do mundo. O vírus é replicado e, posteriormente, morto. Assim, não é capaz de se multiplicar no corpo e adoecer o organismo, mas consegue desencadear a produção de anticorpos e produzir resposta imunológica.

 

2) Os efeitos adversos da CoronaVac, quando acontecem, são geralmente leves

Os ensaios clínicos de fase 3 da CoronaVac no Brasil mostraram que os efeitos adversos da vacina, quando acontecem, são predominantemente leves. As reações mais comuns (apresentadas por mais de 10% das pessoas) são dor de cabeça, cansaço e dor local; enquanto as comuns (entre 1% e 10% das pessoas) são enjoo, diarreia, dor muscular, calafrios, perda de apetite, tosse, dor nas articulações, coceira, coriza, congestão nasal, além de vermelhidão, inchaço ou enduração no local da injeção. As incomuns (que envolvem entre 0,1% e 1% das pessoas) são vômito, febre, vermelhidão, reação alérgica, dor de garganta, dor ao engolir, espirros, fraqueza muscular, tontura, dor abdominal, sonolência, mal-estar, dor nas extremidades, dor abdominal superior, dor nas costas, vertigem, falta de ar, inchaço e hematoma local.

 

3) Ninguém teve trombose ou faleceu devido à CoronaVac

Durante os cinco meses dos ensaios clínicos, que envolveram mais de 12 mil voluntários, a incidência de eventos adversos graves foi de apenas 1,8% e não houve nenhuma morte relacionada à vacina. Além disso, os dados recebidos até meados de outubro pela área de Farmacovigilância do Instituto Butantan indicam que os raros casos de trombose ou óbitos ocorridos após a aplicação da CoronaVac tiveram outras causas, sem relação direta com a vacinação.

 

4) A CoronaVac é bem aceita pelo organismo das crianças

Na China, na África do Sul e no Chile, a vacina do Butantan já é administrada em crianças – um dos públicos mais sensíveis à imunização, já que seu organismo ainda está em desenvolvimento. As conclusões dos estudos clínicos de fases 1 e 2 conduzidos pela Sinovac e publicados na revista The Lancet Infectious Diseases mostraram que a vacina é segura para a população de três a 17 anos e pode induzir uma forte produção de anticorpos no grupo pediátrico.