Publicado em: 31/08/2021

Antes da Covid-19: conheça 3 doenças que também assustaram o mundo neste século

A Covid-19 não é a primeira doença a se espalhar por diversas cidades e países e fazer milhares de vítimas fatais. Ao longo de toda a história da humanidade, enfermidades se disseminaram a ponto de criar pandemias e epidemias. Não foi diferente no século 21: em alguns anos, já tivemos diversas doenças que afligiram grandes quantidades de pessoas, muitas delas letais. 

Saiba mais sobre as principais epidemias e pandemias das últimas duas décadas.

 

SARS

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) é uma doença causada por um coronavírus da família SARS. O primeiro caso de SARS ocorreu em 2003 em um surto na China e se propagou por países vizinhos. Foi a primeira doença altamente transmissível do século.

Ela se propaga como uma gripe comum, pelo ar, por meio de pequenas gotículas da saliva, ou indiretamente por superfícies tocadas por pessoas infectadas com o vírus. Os sintomas também são parecidos com os da gripe: febre, fadiga, dor de cabeça e muscular, entre outros. 

A SARS teve letalidade de 3% e foi controlada com medidas de segurança em 2003. Com isso, os estudos para o desenvolvimento de uma vacina foram sendo deixados de lado. Alguns anos depois, porém, com a pandemia da Covid-19, causada por outro coronavírus, os estudos do imunizante foram retomados, permitindo o desenvolvimento rápido de vacinas contra o SARS-CoV-2.

 

H1N1

A H1N1, causada por uma mutação do vírus Influenza, atingiu o mundo entre os anos 2009 e 2010. Conhecida também como influenza A ou gripe suína, a doença foi primeiramente identificada no México e em dois meses havia atingido cerca de 75 países. Foram mais de 650 mil casos identificados e cerca de 18.400 mortes no mundo, com uma letalidade de 0,02%. Os sintomas mais comuns eram febre acima de 38° C, tosse intensa, dor de cabeça constante, dores nas articulações e músculos e falta de apetite, entre outros.

A doença chegou ao Brasil em maio de 2009, infectando quase 60.000 pessoas e causando 2.173 mortes. Em março de 2010, a campanha de vacinação contra a gripe passou a incluir essa cepa, imunizando 92 milhões de pessoas com vacinas fabricadas pelo Instituto Butantan. Na época, o Brasil foi o país que mais vacinou contra a H1N1, imunizando 42% da população e superando países como Estados Unidos (26%), México (24%) e Argentina (13%).

Atualmente as vacinas contra a gripe produzidas pelo Butantan e disponibilizadas anualmente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, incluem a proteção contra a H1N1.

 

Ebola 

Os primeiros casos de ebola surgiram em 1976 no Sudão e na República Democrática do Congo em uma região próxima ao Rio Ebola (daí o nome da doença). A principal epidemia de ebola, no entanto, viria a acontecer apenas em 2013, se estendendo até 2016 em alguns países da África Ocidental. Na época, houve mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes. 

O ebola é uma doença com grande taxa de letalidade: 90% das pessoas que contraem o vírus morrem. Além do alto número de mortes, o vírus deixa sequelas como problemas de saúde mental, oftalmológicos, neurológicos e nas juntas.

Existem cinco espécies do vírus causador da doença, Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire sendo que quatro delas são fatais para humanos. Os sintomas do ebola são febre, dor de cabeça e mialgia, que progridem para vômitos e diarreias. O patógeno pode ser contraído de humanos e animais por contato do sangue, secreções ou outros fluídos corporais e tem o morcego como hospedeiro natural.

Uma vacina contra o vírus, mais precisamente contra a espécie mais letal, a Zaire, foi desenvolvida e já foi aprovada para uso pela Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, pela European Medicines Agency (EMA), da União Europeia, e pelo menos quatro países africanos: República Democrática do Congo, Burundi, Gana e Zâmbia.