Exposição 20 Anos de Parceria Contra a Gripe

Em abril de 1999, o Programa Nacional de Imunizações fez a primeira campanha de vacinação contra a gripe. Depois da campanha, em outubro, o Instituto Butantan e a atual Sanofi Pasteur assinaram um contrato de transferência de tecnologia para a fabricação, no Butantan, de uma vacina que protege contra três diferentes tipos do vírus Influenza.

A transferência de tecnologia se deu em etapas. Nos primeiros anos, o Butantan rotulava e fazia o controle de qualidade da vacina fabricada pela Sanofi; depois, passou a receber a vacina a granel para envase e rotulagem; em outra etapa, a Sanofi enviava em separado cada um dos preparados contra um dos três vírus para formulação, envase e rotulagem no Butantan. A partir de 2011, a preparação dos monovalentes começou a ocorrer aqui. Em 2013, com o registro da Anvisa, a transferência se completou.

No vídeo elaborado para a exposição, os participantes do processo relatam sua experiência; nos painéis, reunimos as informações sobre as conquistas que a parceria trouxe ao Brasil: a quantidade crescente de doses produzidas, o aumento progressivo nos grupos que recebem a vacina; a cobertura vacinal entre as três maiores do mundo.

Esta página reúne o melhor da exposição, que está aberta até 15 de dezembro de 2019, no Paiol do Parque de Ciências Butantan, todos os dias, das 9h às 16h45.

 

Clique aqui e confira a integra da Exposição

Veja o melhor da Exposição

Uma história de parceria para a saúde pública: A transferência de tecnologia da vacina da gripe

Em 1 de outubro de 1999, Instituto Butantan e a Sanofi Pasteurassinaram um acordo de transferência da tecnologia para aprodução da vacina trivalente contra a gripe, fragmentada e inativada. Vinte anos depois, o sucesso dessa parceria internacional, entre uma organização pública paulista e uma farmacêutica privada francesa, merece ser celebrado.

Em 1999, quando o país pela primeira vez imunizou contra a gripe, 6 milhões de doses foram aplicadas a maiores de 65 anos. Na campanha de 2019, o número de doses aplicadas havia se multiplicado por 9, para 54 milhões de pessoas: maiores de 60 anos, crianças até 6 anos, professores, gestantes, puérperas, indígenas, presidiários, funcionários das prisões, portadores de doenças crônicas.

Desde 2013, quando a Anvisa concedeu a certificação de Boas Práticas de Fabricação ao Instituto, a produção do Butantan cresceu 10 vezes. Das 65 milhões de doses entregues ao governo federal em 2019, 60 milhões foram fabricadas no nosso complexo bioindustrial.

Ao se tornar fornecedor da vacina da gripe, o Instituto Butantan honrou seu compromisso centenário com a saúde pública e colocou o Brasil no cenário internacional desse setor da indústria farmacêutica.

Mais importante, a produção do Butantan possibilitou que a cobertura vacinal contra a gripe no país esteja entre as maiores do mundo. A Sanofi Pasteur é parte dessas conquistas.

Dimas Tadeu Covas
Diretor do Instituto Butantan

Impactos da Parceria 735 milhões* de doses de vacinas contra a gripe

Em 20 anos, a parceria Instituto Butantan Sanofi Pasteur forneceu 735 milhões de doses de vacina ao Ministério da Saúde.

A primeira campanha, em abril de 1999, no ano anterior ao início da parceria, vacina 6 milhões de brasileiros maiores de 65 anos.
Em 2019, a vigésima primeira campanha aplicou 54 milhões de doses em pessoas de diferentes grupo de risco.

Impactos da parceria: dos maiores de 65 anos a outros dez grupos de risco

Desde o ano 2000, o Programa Nacional de Imunizações incorporou às campanhas contra a gripe os maiores de 60 anos, as gestantes, as que acabaram de dar à luz, os menores de 6 anos, os presidiários e os carcereiros, os índios, os professores e os que sofrem de certas doenças crônicas.

Impactos da parceria: o Brasil entre os campeões do mundo

O Brasil está entre os três países do mundo que mais vacinam os maiores de 65 anos, à frente do Reino Unido e dos Estados Unidos, e atrás da Coreia do Sul e do México.

Em 2018, o Ministério da Saúde vacionou 14.335.239 pessoas maiores de 65 anos.

Segundo o IBGE, havia 19.181.530 de brasileiros nessa faixa etária. A vacinação cobriu, assim, 74,7% do público-alvo.

Impactados da parceria: a proteção que a vacina oferece

Entre 2013 e 2018, 4.230 pessoas morreram em consequência das formas mais graves da doença no Brasil. Entre elas, 3563 não haviam se vacinado. Houve mortes também entre vacinados. A letalidade nesse grupo, no entanto, foi cinco vezes menor: 667 pessoas morreram. Uma vacinada para cada cinco não vacinadas.