laboratório de parasitologia​

 

 Editor de Conteúdo

 
Responsável pela unidade
Ronaldo Zucatelli Mendonça – ronaldo.mendonca@butantan.gov.br

Pesquisadores da unidade
Eliana Nakano – eliana.nakano@butantan.gov.br
Isabel Maria V G de Carvalho Mello – isabel.mello@butantan.gov.br
Lincoln Suesdek – lincoln.suesdek@butantan.gov.br
Ronaldo Zucatelli Mendonça – ronaldo.mendonca@butantan.gov.br
Sergio Verjovski-Almeida - sergio.verjovski@butantan.gov.br
Solange de Lima Netto – solange.netto@butantan.gov.br

Tem como objetivo desenvolver pesquisa básica e aplicada em Parasitologia, com formação de recursos humanos preparados para a demanda. Este laboratório possui as seguintes linhas de pesquisa:

1. Malacologia: tem se dedicado à busca de compostos ativos de uso potencial no controle da esquistossomose mansônica.  São empregados modelos biológicos padronizados e validados. A atividade moluscicida é avaliada em Biomphalaria glabrata, um dos hospedeiros intermediários da esquistossomose no Brasil, de acordo com critérios da Organização Mundial da Saúde. A atividade esquistossomicida é avaliada em ensaios in vitro no verme Schistosoma mansoni e complementada com a análise morfológica em microscópio confocal; compostos ativos in vitro são avaliados in vivo em roedores. Esses modelos desempenham um papel fundamental como base e referência para o desenvolvimento de novas metodologias de screening, que tem sido o foco atual da pesquisa do grupo.  Nessa linha, o grupo vem pesquisando potenciais alvos moleculares, além de desenvolver estudos de modelagem molecular para o desenvolvimento de fármacos para a esquistossomose. O caramujo B. glabrata também é o modelo experimental em estudos ecotoxicológicos, onde serve como bioindicador de toxicidade, genotoxicidade e mutagenicidade. Esta linha de pesquisa é coordenada por Eliana Nakano.

2. Entomologia: existem dois grupos nesta subárea. O que realiza estudos com espécies de lepidópteros urticantes com ênfase em Lonomia obliqua. O grupo realiza bioprospecção de substancias ativas de interesse farmacológico e biotecnológico em extratos e hemolinfas de insetos, em especial aquelas com atividade antiviral, antimicrobiana, antitumoral e antiapoptótica. Também realiza transcriptomas de lagartas urticantes e produção de proteínas recombinantes derivadas destas substâncias isoladas. O segundo grupo investiga mosquitos vetores de patógenos humanos e animais com diferentes abordagens: genética populacional, expressão gênica, macroevolução, microevolução e morfometria geométrica. Este grupo estuda também os efeitos genéticos e reprodutivos que a bactéria endossimbionte Wolbachia causa nos mosquitos hospedeiros. Mantém duradoura colaboração com a Emory University (Atlanta, EUA) no desenvolvimento de estudo multidisciplinar que avalia os impactos dos mosquitos na sociedade humana. Esta linha de pesquisa é coordenada por Lincoln Suesdek.

3. Acarologia: tem como principais linhas de pesquisa a taxonomia tradicional e molecular, a biologia e a ecologia de carrapatos (Acari: Ixodidae). Realiza estudos bioquímicos de glândulas e de substâncias produzidas por carrapatos visando a bioprospecção de novas moléculas e transcriptômica, além de culturas de células embrionárias de carrapatos para estabelecimento de linhagens celulares e isolamento antígenos. 

4. Parasitologia: esta linha de pesquisa estuda o efeito de drogas sobre o parasita Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, uma doença que afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo, inclusive no Brasil. Usamos as medidas de expressão gênica por sequenciamento de RNA em larga-escala (RNA-Seq), nos diversos estágios de vida, para detectar o efeito de drogas sobre a fisiologia do parasita. No momento, o foco é sobre o efeito no parasita de drogas que atuam sobre as enzimas modificadoras de histonas, e que regulam a expressão gênica. A expectativa é que identificando os genes-alvo das drogas, se possa encontrar drogas com efeito sinérgico, as quais poderão ter seu efeito potencializado quando usadas em combinação durante o tratamento da doença. Outro projeto do grupo envolve a tecnologia de phage display acoplada ao sequenciamento em larga-escala para a identificação de proteínas do parasita com epítopos imunogênicos, que sejam novos candidatos a alvos vacinais a serem testados em estudos futuros para geração de uma vacina contra a esquistossomose. Estas linhas de pesquisa são coordenadas por Sergio Verjovski-Almeida.