laboratório de imunologia viral

 

 Editor de Conteúdo

 
responsável pela unidade:

Dr. Renato Mancini Astray

pesquisadores da unidade:
Dr. Carlos Augusto Pereira – liderança científica
Dra. Soraia Attie Calil Jorge
Dra. Maria Heloísa Tsuhako
 

objetivo geral da unidade
O Laboratório de Imunologia Viral (LIV) tem como objetivo a execução de projetos de pesquisa nas áreas de imunologia e biotecnologia aplicadas ao desenvolvimento de vacinas virais e ao entendimento de mecanismos de resistência e patologias causadas por vírus.
 

histórico e contribuições
Criado em 1985 com a chegada do pesquisador Dr. Carlos Augusto Pereira na condição de liderança científica, os trabalhos desenvolvidos no LIV foram fundamentais para a introdução do cultivo de células em alta densidade sobre microcarregadores no âmbito da produção de vacina contra a raiva humana no Instituto Butantan.
Historicamente, o LIV tem focado sua atividade na proposição de novas metodologias para a elaboração de uma vacina recombinante contra a Raiva, utilizando algumas abordagens que incluem a utilização de células de inseto e de mamíferos, e vetores virais recombinantes. Essas mesmas abordagens estão sendo utilizadas em estudos destinados ao desenvolvimento de um método diagnóstico e de uma vacina contra a infecção pelo vírus Mayaro.
Outros vírus que também já foram alvo de pesquisas do Laboratório são: vírus da hepatite B e vírus da hepatite C (desenvolvimento de vacinas) e vírus da hepatite murinaMHV-3 e MHV-A59 (mecanismos de resistência e patologia).
Para o crescimento e atuação do LIV contribuíram muitos estudantes de pós-graduação (mestres e doutores) que hoje atuam em diversas empresas, universidades e institutos brasileiros e do exterior.
Desde 1985, foram publicados vários estudos científicos e técnicos em revistas de ampla divulgação, organizados diversos cursos e reuniões locais e internacionais (6 cursos ICRO-UNESCO e 1 Seminário Latino Americano de Tecnologia de Cultivos Celulares) e implementadas múltiplas cooperações científicas internacionais através convênios do CNPq, CAPES e FAPESP.
 

linhas de pesquisa
I – Biotecnologia de culturas de células de mamíferos e de insetos em biorreatores
Estudo, em diversos projetos de pesquisa, da utilização de células de mamíferos (BHK-21, HEK-293, HuH-7, CHO, VERO, etc.) e de insetos (S2, Sf9) para fins de produção de produtos biotecnológicos. O foco tem sido avaliar o crescimento, metabolismo e expressão da proteína recombinante por essas células em diferentes meios de cultura, particularmente em meios sem adição de soro fetal bovino, desde pequena escala até reatores de 10 L. A expressão recombinante tem sido promovida tanto de maneira estável quanto transiente, envolvendo particularmente a utilização de infecção celular por vírus recombinantes. Mais recentemente têm sido avançadas as técnicas de purificação e análise de proteínas recombinantes.

II – Vetores virais para aplicação em biotecnologia e vacinação
A utilização de vetores virais para a obtenção de proteínas recombinantes é uma das estratégias mais estudadas mundialmente. São realizadas diversas pesquisas utilizando o vetor viral Semliki Forest Virus (SFV), capaz de infectar uma ampla gama de células animais e de insetos. O vetor também já foi testado para a imunização de camundongos contra a raiva, tendo atingido bons resultados. Além do SFV, a equipe tem trabalhado com sistemas produtores de partículas semelhantes a vírus (VLPs), no intuito de obter vacinas virais utilizando essa moderna tecnologia.
 

III – Envolvimento de processos redox em modelos experimentais de infecção por coronavirusmurino
Estudos de processos patológicos utilizando sistemas biológicos in vivo da hepatite murina e da esclerose múltipla. Essas doenças são desencadeadas por infecções experimentais em camundongos SPFs com o vírus da hepatite murina, cepas MHV-3 (hepatotrópica) e MHV-A59 (neurotrópica). Paralelamente, é feita a pesquisa, em sistema celular, do efeito de antioxidantes e mediadores inflamatórios na proliferação viral. Resumidamente, buscam-se maiores esclarecimentos sobre o papel do óxido nítrico e seus derivados antioxidantes nos fenômenos fisiopatológicos relacionados aos modelos experimentais, visando, também, contribuir com novas alternativas terapêuticas.
 

publicações de referência de cada linha de pesquisa
 
I – Moraes AM, Jorge SACAstray RM, Suazo CAT, Calderón Riquelmec CE, Augusto EFP, Tonso A, Pamboukian MM, Piccoli RAM, Barral MF, Pereira CA. Drosophila melanogaster S2 cells for expression of heterologous genes: From gene cloning to bioprocess development. Biotechnology Advances 2012, 30:613–628
 

II – Astray RM, Ventini DC, Boldorini VLL, Silva FG, Rocca MP, Pereira CA. Rabies virus glycoprotein and immune response pattern using recombinant protein or recombinant RNA viral vectors. Vaccine, 2014, 32:2839-2832.
 

III -Tsuhako MH, Augusto O, Linares E, Chadi G, Giorgio S, Pereira CA. Tempol ameliorates murine viral encephalomyelitis by preserving the blood-brain barrier, reducing viral load, and lessening inflammation. FreeRadicBiolMed 2010, 48(5):704-12. ​