laboratório de herpetologia​

 

 Editor de Conteúdo

 
responsável pela unidade:

Kathleen Fernandes Grego  – kathleen.grego@butantan.gov.br

pesquisadores da unidade:

Anita Mitico Tanaka Azevedo anita.azevedo@butantan.gov.br
Eliana de Oliveira Serapicos eliana.serapicos@butantan.gov.br
Karen de Moraes Zani karen.zani@butantan.gov.br
Maria da Graça Salomão maria.salomao@butantan.gov.br
Marisa Maria Teixeira da Rocha marisa.rocha@butantan.gov.br
Myriam Elizabeth Velloso Calleffo myriam.calleffo@butantan.gov.br
Sávio Stefanini Sant’Anna savio.santanna@butantan.gov.br

corpo técnico
Cintia YumiFugiwara
Daniel Rodrigues Stuginski
Jarbas Prado Vidueiros
Patricia Cilene D. Marchioretto
Renato Moterani
Samira Emanuela Maria Vieira

 

descrição do laboratório

Vital Brazil, na introdução do seu livro publicado em 1911, intitulado “A defesa contra o ofidismo”, já havia definido o papel a ser desempenhado pelo Laboratório de Herpetologia: o estudo criterioso da biologia das serpentes para ensinar os melhores meios de evitar os acidentes ofídicos, fornecendo conhecimento sobre a distinção entre as espécies de importância em saúde e aquelas sem importância em saúde, sobre o habitat das diferentes serpentes, sua história natural e sua alimentação. Estes preceitos sempre guiaram as linhas de pesquisa desenvolvidas no Laboratório de Herpetologia, que conta com 8 pesquisadores e 19 funcionários. As pesquisas centram-se em história natural; reprodução e manutenção de serpentes em cativeiro; sistemática e evolução dos ofídios; propriedades dos venenos ofídicos; hemostasia e mecanismos de proteção contra o envenenamento; enfermidades e patologias de répteis.

 

linhas de pesquisa atuais

1.   ​História Natural, fisiologia, filogenia, genética e conservação

  1. Nesta linha estuda-se a fauna herpetológica neotropical, seu modo de vida e relações de parentesco para implementar políticas de saúde pública, bem como conservacionistas. 
2.   Reprodução, criação de serpentes e produção de venenos ofídicos
  1. A principal finalidade da pesquisa é expandir os conhecimentos na área de comportamento, alimentação e reprodução das serpentes brasileiras, formando um plantel saudável para a obtenção de veneno para a produção de antivenenos e pesquisas imunobiológicas, além de auxiliar na conservação das diferentes espécies in situ. O aperfeiçoamento dos métodos de contenção física para diminuir o estresse durante a rotina de extração de veneno e o desenvolvimento de novas metodologias para aumentar a segurança dos técnicos ao manejar as serpentes também são contemplados nessa linha de pesquisa. 
3.   Venenos ofídicos
  1. Investigação dos fatores biológicos que influenciam a variabilidade das ações biológicas, bioquímicas, farmacológicas e proteômicas dos venenos das serpentes, com ênfase em espécies de importância em sáude, no nível de espécie, procedência geográfica, sexo, indivíduo e ontogênese, além de investigar também as propriedades das secreções tóxicas de serpentes das famílias Colubridae e Dipsadidae. Esta linha de pesquisa também é responsável por estabelecer e testar parâmetros de qualidade na produção de venenos ofídicos para a produção de imunobiológicos. 
4.​   Estudo do veneno utilizando abordagens proteômicas, com ênfase na hemostasia e mecanismos de proteção contra o envenenamento
  1. Estudo da fisiologia das serpentes e seus venenos, com ênfase nos mecanismos hemostáticos e de prevenção contra o seu próprio envenenamento, utilizando abordagens proteômicas. Também são investigadas as moléculas com potencial biotecnológico, tanto no controle da hemostasia, como na terapia contra o 
  2. envenenamento. 
5.   ​Enfermidades e patologias de répteis 
  1. O estudo das enfermidades que afetam as serpentes mantidas em cativeiro ou as de vida livre é de extrema importância para melhorar as condições de saúde destes animais in situex situ. Este estudo auxilia na obtenção de venenos de boa qualidade para a pesquisa e a produção de imunobiológicos. A determinação dos padrões hematológicos, bioquímicos e hormonais das serpentes são ferramentas importantes para diagnosticar precocemente as doenças que afetam tanto os ofídios em cativeiro, como os de vida livre.