laboratório de biologia celular​

 

 Editor de Conteúdo ‭[1]‬

 
responsável pela unidade:

Carlos Jared – jared@butantan.gov.br

pesquisadores da unidade:
Marta Maria Antoniazzi – mmantoniazzi@butantan.gov.br


objetivo geral da unidade

O Laboratório possui duas grandes vertentes: uma voltada para a zoologia, ecologia e história natural de anfíbios e répteis da fauna brasileira, e outra, ligada às áreas médicas, envolvendo estudos sobre oncogênese, e imunologia e terapêutica de tumores. Em relação aos anfíbios, são estudadas a pele e as glândulas de veneno, visando o conhecimento de seus aspectos morfológicos e da bioquímica e ação biológica dos produtos secretados que, em muitos casos, têm importância farmacológica. Mais recentemente os pesquisadores envolvidos com o tema têm se dedicado à delicada relação entre a microbiota e a pele dos anfíbios, com vistas a uma melhor compreensão dos mecanismos responsáveis pela homeostase cutânea nesses animais. Em relação às serpentes, é visada uma melhor compreensão da morfologia e do funcionamento das glândulas de veneno principalmente dos viperídeos, enfocando a ultra-estrutura do ciclo celular de síntese do veneno nas células secretoras. Nos lagartos e anfisbênias, o foco está nas glândulas feromonais e seu relacionamento com a ecologia desses animais, já que secreções dessas glândulas são as suas principais vias de comunicação intra e inter-específica. Outros aspectos morfológicos vêm sendo abordados quando se revelam importantes para a adaptação dos animais ao meio ambiente, especialmente no que diz respeito às anfisbênias e aos anfíbios gimnofionos. Ainda, na outra vertente, linhas de pesquisa dedicadas à oncogênese estudam a morfologia e a imunologia de diversos modelos tumorais sob a ação de venenos animais e de substâncias fitoterápicas e imunomoduladoras. Para tanto, os estudos englobam também a prospecção, isolamento e caracterização de compostos com potencialidade para biofármacos. Assim, um dos objetivos principais é a obtenção de novas substâncias, passíveis de serem usadas no diagnóstico e na terapêutica, seja atuando diretamente no tumor, seja modulando os processos de angiogênese e metástase. Os pesquisadores do grupo também interagem com vários outros grupos de pesquisa, com ênfase nas áreas de Bioquímica, Farmacologia, Imunologia e Microbiologia, visando aliar os estudos morfológicos das glândulas dos anfíbios e de serpentes ao conhecimento dos seus venenos e de suas inúmeras ações farmacológicas; e dão o suporte morfológico e zoológico a vários projetos de pesquisa do próprio Instituto Butantan e de outras instituições. Além do trabalho de pesquisa, o Laboratório dedica-se à divulgação científica, realiza treinamentos de estudantes e pesquisadores em técnicas morfológicas e oferece cursos de pós-graduação e de extensão sobre Microscopia Eletrônica, Morfologia Funcional, Anatomia Comparada, Evolução e Biologia de Anfíbios. Seus pesquisadores estão credenciados nos programas de Pós-Graduação em Toxinologia (Instituto Butantan), em Biotecnologia (Interunidades USP/Instituto Butantan/IPT) e em Biologia Estrutural e Funcional (Unifesp).

 

linhas de pesquisa

1) Tegumento de anfíbios: estudo da morfologia e da secreção das glândulas cutâneas

Estuda a morfologia do tegumento de anfíbios, a bioquímica das secreções cutâneas e suas atividades farmacológicas. Por meio do conhecimento de sua biologia, as espécies são selecionadas para análise, seguindo critérios promissores do ponto de vista farmacológico. Estudam-se também características do tegumento identificadas como importantes na adaptação dos animais em seus habitats.

2) Interação bactéria-pele dos anfíbios: aspectos morfológicos e imunológicos

Visa à interação das bactérias com o tegumento dos anfíbios. O foco principal é dado na morfologia da interação entre esses dois grupos de organismos, detalhando a dinâmica desse processo, assim como os eventuais mecanismos de patogenicidade dos microrganismos observados.

3) Estudo da síntese e secreção celular em glândulas de veneno de serpentes viperídeas por métodos morfológicos e imunocitoquímicos

Visa à compreensão da ultraestrutura e do funcionamento do epitélio secretor das glândulas de veneno de viperídeos no que diz respeito ao ciclo da síntese e à localização do veneno, às organelas relacionadas com a secreção e a outras características das células secretoras.

4) Estudo morfológico das glândulas epidérmicas em répteis Squamata

Objetiva a morfologia de glândulas feromonais em lagartos, serpentes e anfisbênias, com o objetivo de compreender o seu papel na comunicação química desses animais. Concentra-se no estudo das glândulas pré-cloacais de anfisbênias, nas glândulas femorais de lagartos, e nos sacos anais de algumas serpentes.

5) Gambás (Didelphis) como predadores naturais de serpentes venenosas: comportamento predatório e resistência ao envenenamento.

Estuda os aspectos da interação entre gambás do gênero Didelphis e serpentes venenosas, a fim de se obter dados sobre o comportamento de predação desses mamíferos e o seu mecanismo de resistência ao veneno ofídico.

6) Carcinogênese oral

Estuda a expressão imuno-histoquímica de proteínas do ciclo de divisão celular, de moléculas de adesão e de proteínas da matriz extracelular nos carcinomas e lesões potencialmente malignas da cavidade oral.

7) Patologia oral

Objetiva os aspectos clínicos, morfológicos, imuno-histoquímicos e moleculares das patologias orais. Em particular, visa colaborar no diagnóstico, tratamento e na elucidação da etiopatogenia das principais doenças que acometem o complexo maxilo-mandibular.

8) Efeito antitumoral de toxinas de serpentes e anfíbios

Visa estudar a ação de toxinas de serpentes e anfíbios em células tumorais in vivo e in vitro. Avalia-se o efeito terapêutico antitumoral de diferentes toxinas em melanoma, bem como as alterações morfológicas relacionadas à progressão tumoral e desenvolvimento de metástases.

9) Imunologia de tumores

Estuda a imunidade antitumoral através da caracterização celular e dosagem de citocinas envolvidas na resposta imune contra várias linhagens tumorais. São utilizados imunomoduladores, fitoterápicos e toxinas de serpentes e anfíbios in vivo e in vitro, visando fornecer subsídios para futuros protocolos de imunoterapia.

 

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