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Aurora Marques Cianciarullo

Laboratório de Genética


Pesquisador Científico VI
9725
aurora.cianciarullo@butantan.gov.br

Linhas de pesquisa

Pesquisa de vias alternativas de infecção por HPV (papilomavírus humano) e desenvolvimento e avaliação de potenciais vacinas profiláticas e terapêuticas contra os cânceres associados ao vírus.

Em 1974 surgiu o primeiro trabalho na literatura internacional correlacionando o HPV ao câncer cervical, de Harald zur Hausen (Prêmio Nobel 2008) e colaboradores. Atualmente sabe-se que o HPV é responsável por cânceres anogenitais, orofaríngeos e de pele, em mulheres e homens. Devido à sua propagação em escala crescente é considerado um importante desafio para a saúde pública mundial. A vacinação profilática em grande escala seria uma alternativa para a redução das taxas de cânceres HPV-positivos, tornando-se essencial a busca por novas estratégias vacinais. Há três vacinas licenciadas contra o HPV, a Gardasil 4-valente contra os HPVs 6, 11, 16 e 18, a Gardasil 9-valente contra os HPVs 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 (MSD) e a vacina Cervarix contra os HPVs 16 e 18 (GSK). Essas vacinas profiláticas são baseadas em VLPs (virus-like particles) da proteína principal L1 do capsídeo viral, com efetiva proteção contra tipos específicos que compõem a vacina e limitada proteção cruzada contra outros tipos virais. Os HPVs de alto risco oncogênico reconhecidos pela OMS são os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59, e potencialmente de alto risco, mas com baixa prevalência são os tipos 26, 53, 66, 68, 73 e 82. A principal via de transmissão viral é a sexual, embora o vírus possa ser transmitido através do contato direto com a pele e mucosas, ou transmissão vertical materno-fetal. O HPV pode ficar incubado por um período de 3-4 semanas, meses ou anos, sendo que a duração do período de latência pode estar relacionada com a carga viral recebida. Pesquisamos vias alternativas de infecção por HPV, na busca por novos alvos terapêuticos e implementamos a tecnologia de DNA recombinante, para a produção em nosso laboratório de VLPs L1L2 de HPV16 e HPV18 e das proteínas dos oncogenes virais E6 e E7, visando o desenvolvimento e avaliação de potenciais vacinas profiláticas contendo L2 para amplo espectro de proteção e terapêuticas contra os cânceres associados ao vírus. 

Formação e áreas de atuação
Principais trabalhos
Principais projetos
Grupos de pesquisa de que participa
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