Um dia na rotina dos coordenadores das escolas que são pontos de vacinação do Projeto Serrana


Publicado em: 10/03/2021

A vacinação do Projeto S, em Serrana, acontece em oito escolas que viraram pontos de imunização dos habitantes do município. Para que todas as etapas do processo ocorram conforme o planejado, cada uma das escolas conta com dois coordenadores. Eles são funcionários do Instituto Butantan que estão em Serrana desde o começo do projeto, trabalhando para que toda a população adulta da cidade possa ser vacinada contra a Covid-19. 

A rotina dos coordenadores começa cedo e acaba tarde. Vanessa Evelin Jesus, Gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, e Lucimar Pereira de Souza, Diretor Técnico I do Núcleo de Gestão de Pessoal, são os responsáveis pela EE Professora Neusa Maria do Bem. São eles que estão à frente da operação, que vai da recepção dos moradores à liberação dos pacientes após a imunização (veja, ao final do texto, todas as etapas para a vacinação na primeira e na segunda dose).

“São oito semanas de uma responsabilidade imensa. Sempre reforçamos aos colaboradores que eles estão fazendo parte da história, assim como nós, para mostrar o quão importante é o Projeto S e motivá-los. Em um projeto desta magnitude, ninguém trabalha sozinho”, explica Lucimar. Para Vanessa, ver a satisfação dos voluntários do projeto é recompensador: “Não importa se a pessoa está nervosa, sempre tratamos a todos com a maior gentileza. Nossa alegria de ver uma pessoa saindo da escola feliz e vacinada é impagável”.

Algumas vezes por semana, a dupla se reúne no hall do hotel em que estão hospedados para resolver todas as questões administrativas da escola, fazer um balanço do dia anterior e pensar quais melhorias podem ser propostas no fluxo para os próximos dias. Uma das responsabilidades dos coordenadores é acompanhar a frequência e o rendimento de todos os colaboradores do projeto que trabalham na escola e, assim, fazer a gestão de pessoas e obter o melhor resultado, que é vacinar o maior número possível de moradores.

Os coordenadores também têm a tarefa diária de acionar as equipes de estoque, tecnologia da informação (TI), almoxarifado e manutenção para dar todo o suporte necessário para as escolas. É importante verificar todos os dias se há, por exemplo, um ar condicionado ou ventilador quebrado, um piso escorregadio, um local com risco de acidente ou uma torneira que não está funcionando. "Sem essas equipes, a gente não funciona", ressalta Vanessa. 

A rotina dos coordenadores das oito escolas pode variar conforme as demandas que eles têm no Instituto Butantan. No caso de Vanessa, todos os dias pela manhã ela precisa resolver as questões relacionadas ao trabalho no Butantan, na área de segurança e meio ambiente. "Assim que eu acordo, minha primeira atividade é verificar como está indo o andamento das atividades da minha equipe em São Paulo. Reviso relatório, faço reuniões de alinhamento, dou feedback e passo as diretrizes para a semana". 

Após a reunião entre os coordenadores, todos almoçam e saem para suas respectivas escolas. Chegando lá, o primeiro desafio é organizar cada área, checar a documentação, o material de apoio e a presença de toda a equipe para que, impreterivelmente, os portões sejam abertos às 14h e a vacinação seja iniciada na sequência.

Quando acaba o horário de atendimento nas escolas, para os coordenadores o dia ainda não acabou. Assim que o último voluntário vai embora, a equipe é dispensada, mas os coordenadores ainda têm tarefas: verificar a temperatura do freezer onde fica a vacina, fazer a contagem das amostras de sangue, olhar todas as salas para ver se nenhum documento ficou fora do lugar e checar se está faltando algo para o dia seguinte. Só depois que todas as escolas passam por essa checagem é que os coordenadores voltam para o hotel.  

 

Etapas para a vacinação

Recepção
Assim que os portões se abrem, os habitantes se dirigem à recepção para apresentar documento com foto e checar seu cadastro, tanto na primeira quanto na segunda dose.

Termo
Nesta etapa, todos os voluntários leem e assinam o termo de consentimento se estiverem de acordo com as especificações do estudo clínico. Caso um participante não saiba ler, é importante que esteja acompanhado por algum familiar que possa ler para ele. Este passo só acontece antes da primeira dose.

Triagem
Em uma cabine para preservar a privacidade, os voluntários conversam com colaboradores da equipe, que checam as condições clínicas do paciente para participar do projeto. Não podem participar, por exemplo, pessoas com doenças graves, gestantes, lactantes e menores de 18 anos.   

Coleta
Nesta sala, o sangue dos voluntários é coletado para que os pesquisadores possam verificar se o paciente já teve contato com o vírus anteriormente. Nas mulheres em idade fértil, também é feito um teste rápido de gravidez. A coleta de sangue só é realizada antes da primeira dose, mas o teste de gravidez é mantido para a segunda dose. 

Vacina
Após passar pelas etapas anteriores, os habitantes de Serrana finalmente estão prontos para ser vacinados. 

Espera
Depois da imunização, os voluntários ainda permanecem na escola por 30 minutos, para que a equipe monitore possíveis efeitos adversos. Caso haja algum, os colaboradores estão preparados para prestar atendimento.

 

Entenda o que é o Projeto S

Acesse o site (projeto-s.butantan.gov.br)

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Assista ao documentário no Youtube

 

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