Serrana sem aumento de mortes e casos graves após oito meses atesta eficácia da CoronaVac


Publicado em: 20/12/2021

O crescimento apenas de casos leves da Covid-19 no município de Serrana, no interior de São Paulo, nos últimos meses, mostra a segurança da vacinação com a CoronaVac, imunizante de vírus inativado produzido pelo Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

Essa é a avaliação do diretor geral do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges, investigador principal do Projeto S, estudo de efetividade realizado no município paulista que vacinou quase toda a população adulta com o objetivo avaliar o impacto da CoronaVac no controle da pandemia e na redução da transmissão.

De acordo com o médico, três fatores colaboraram para o aumento recente de casos leves: é natural que as vacinas percam parte da sua ação, depois de um tempo de imunização; o relaxamento no uso de máscaras e medidas de proteção; e o surgimento de novas variantes do vírus SARS-CoV-2.

Marcos Borges frisa que a maioria dos imunizantes tem uma periodicidade após a qual é preciso reforçar a aplicação. “A gente repete todo o ano a vacina da influenza porque depois começa ela começa a perder um pouco a ação. Um outro exemplo é o tétano. Cada doença ou vacina tem uma periodicidade para ser repetida”, explica o pesquisador.

 

Dados do Projeto S, de Serrana, foram apresentados no CoronaVac Symposium, evento internacional promovido pelo Instituto Butantan e pela Sinovac entre os dias 7 e 9/12 com a participação de pesquisadores brasileiros de diversas áreas e especialistas dos Estados Unidos, Turquia, Chile, China e Espanha.

Assista às palestras completas na íntegra