OMS desaconselha vacinação em massa contra varíola Monkeypox; imunização deve ocorrer só em casos específicos

Órgão cria indicações para a vacinação contra o vírus na tentativa de conter surto em países fora da África


Publicado em: 15/06/2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta semana orientações sobre o uso da vacina contra a varíola causada pelo vírus Monkeypox em casos específicos e desaconselhou a vacinação em massa como forma de controlar o surto fora de países endêmicos e impedir a propagação da doença. De acordo com comunicado da organização, o uso criterioso de vacinas pode apoiar a resposta ao surto. 

O órgão reitera que a vacinação em massa não é necessária nem recomendada para o Monkeypox neste momento e que as orientações são provisórias. Isso porque não há quantidade de imunizantes para uma produção em larga escala e por que o total de casos não está fora de controle. 

“As decisões sobre o uso de vacinas contra Smallpox ou Monkeypox devem ser baseadas em uma avaliação completa dos riscos e benefícios caso a caso”, disse a OMS em comunicado.

De acordo com a organização, os programas de vacinação devem ser apoiados por vigilância e rastreamento de contatos e acompanhados por uma forte campanha de informação e de farmacovigilância, em um contexto de estudos colaborativos de eficácia de vacinas com protocolos padronizados e ferramentas de coleta de dados.

A maioria das recomendações provisórias diz respeito ao uso off-label de vacinas, isto é, cuja indicação é diferente da homologada. Isso porque a vacina mais atual contra o Smallpox, indicada também contra o Monkeypox, é a da farmacêutica dinamarquesa Bavária Northean, a única que produz o imunizante baseado no vírus atenuado, não replicativo. 

Desta forma, a OMS pede que os países que apresentam casos informem sobre seu estoque de vacinas e, em caso excedente, se disponibilizem a oferecer imunizantes para países mais pobres.

Para quem é recomendada a vacina

Quem teve contato com pessoas infectadas: nestes casos é recomendada a aplicação de uma vacina de segunda ou terceira geração, de preferência dentro de quatro dias após a primeira exposição para prevenir o início da doença. 

Profissionais de saúde: a vacina é recomendada para profissionais de saúde considerados em risco, ou seja, que podem entrar em contato com infectados no ambiente hospitalar, além de trabalhadores de laboratórios que trabalham com ortopoxvírus ou em laboratórios de análises clínicas que realizam testes de diagnóstico para varíola Monkeypox.