Investir na ciência brasileira é fundamental para a saúde e a economia, dizem empresários sobre nova fábrica de vacinas do Butantan

Centro de Produção Multipropósito de Vacinas recebeu aporte de R$ 189 milhões de 75 empresas da iniciativa privada


Publicado em: 28/03/2022

Lideranças de algumas das 75 empresas que doaram recursos para a construção do Centro de Produção Multipropósito de Vacinas (CPMV), do Instituto Butantan, enfatizaram a importância de investir na ciência brasileira para fomentar avanços na saúde e na economia do país e, com isso, construir avanços sociais e um futuro melhor para gerações futuras. 

O CPMV do Instituto Butantan produzirá até 100 milhões de vacinas contra Covid-19, zika, raiva e hepatite A por ano, ampliando a capacidade de produção de vacinas do Brasil. A obra foi realizada por meio de doações de empresas privadas brasileiras, dos mais diversos setores, e pessoas físicas, que totalizaram R$ 189 milhões, captados pela Comunitas, organização do terceiro setor especializada em implementar parcerias público-privadas. 

Para o CEO do IFood, Fabricio Bloisi, investir na ciência brasileira é fundamental para o avanço do país e um papel que deveria ser adotado por todas as empresas que tenham essa capacidade.

“Investir na ciência brasileira é fundamental. Eu gostaria de estimular que mais empresas investissem muito mais. A redução das desigualdades e sobretudo a melhora na saúde nesse momento passa por investir mais na ciência. Contribuímos um pouquinho com esse projeto já que esse é o único caminho para criar prosperidade para o Brasil”, disse ele, durante visita ao CPMV na semana passada.

Investimento no país

Para o presidente da Amazon no Brasil, Daniel Mazzini, o apoio ao CPMV ocorreu pelo fato de a empresa “apoiar o desenvolvimento da ciência”. “A Amazon apoia a ciência em todos os lugares onde ela está, já que é uma empresa feita por pessoas que amam a ciência e a tecnologia. Estamos muito felizes de apoiar o Butantan com a nossa doação para a criação desse centro de desenvolvimento de vacinas”, apontou ele no dia da entrega da obra civil.

 

 

Para Mauricio Minas, membro do Conselho de Administração do Bradesco, o “investimento em ciência é praticamente obrigatório” e uma forma de trazer avanços futuros ao Brasil. “Se não houver investimento na ciência, se inviabiliza as próximas gerações no sentido humano e econômico. Fazemos questão absoluta de continuar investindo em ciência”, afirmou o executivo, ao conhecer o complexo.

 

 

Para o diretor de Relações Institucionais e de Comunicação da Comgás, Adriano Zerbini, o investimento da fabricação de vacinas faz parte do “papel das empresas no fomento e desenvolvimento da ciência e do conhecimento no país, principalmente através de parcerias com instituições sérias e com uma trajetória sólida de desenvolvimento da ciência”.

 

 

Ciência que evita mortes

Para a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Banco Itaú, Luciana Nicola, o contexto atual de pandemia de Covid-19 reforça a necessidade de direcionar esforços para ampliar a produção de vacinas e o conhecimento científico brasileiro.

“É super importante o investimento na ciência brasileira, porque estamos passando por tantas questões como mudanças climáticas, todo uma preocupação com a biodiversidade e com certeza tudo isso está atrelado a eventuais possíveis novos vírus e bactérias. Precisamos estar melhor preparados para enfrentar isso, uma demanda que a própria pandemia nos trouxe. A ciência hoje já estabelecida no Brasil foi super importante para de fato conseguirmos ter um plano e uma resposta tão rápida para evitar mais mortes”, resumiu ela, durante a visita ao CPMV.

 

 

Já para o CEO da Indústria de Transformadores Itaipu, Reno Barroso Bezerra, a parceria público-privada para a construção do CPMV serve de modelo para o Brasil. “O exemplo do centro de multipropósito, envolvendo a iniciativa privada, pode ser um caminho muito bom para que se tenha realmente um maior investimento na ciência brasileira”, afirmou.