Foi um sonho visitar o Butantan e ver veneno de cobra no microscópio, diz sensação do Tik Tok Ana Duarte

Famosa por vídeos na internet, a criadora de conteúdo visitou o instituto e ficou impressionada com as futuras atrações


Publicado em: 30/05/2022

Veneno de cobra no microscópio, abraço na jiboia, selfie com um filhote de macaco, encontro com um microscópio gigante. Estas foram algumas das atrações que a digital creator Ana Duarte, sensação no Tik Tok pelos seus vídeos com imagens de microscópio, conheceu ao visitar o Instituto Butantan na sexta (27). 

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a mineira de 24 anos é um fenômeno nas redes sociais, com 2,4 milhões de seguidores na rede social de vídeos curtos, 549 mil no Instagram e 400 mil no Youtube. O segredo? Ela analisa amostras de todo o tipo de coisa pelo microscópio, de ácaros a temperos, a partir de pedidos inusitados de seus seguidores.

 

No Butantan, a bióloga de formação não escondeu a emoção de conhecer o primeiro museu de microbiologia da América Latina e seus novos e antigos microscópios. “Estou vivendo um sonho”, disse.

Ana Duarte foi convidada pela equipe de Comunicação do Butantan para visitar as atrações do Parque da Ciência, que foi totalmente renovado e em breve será reaberto para o público em geral.

Microscópio gigante

Entre algumas das atrações do Museu de Microbiologia do Butantan, inaugurado em 2002, há o microscópio eletrônico usado na década de 1970, considerado o mais moderno da época, por aumentar a imagem de um microrganismo em até 30 mil vezes. De grandes proporções, hoje o equipamento está defasado pelos microscópios atuais que ampliam imagens em até 500 mil vezes, mas seu valor histórico é inestimável.

“Ao longo de toda a minha graduação, na iniciação científica, nos estágios, eu sempre foquei na microbiologia. Poder estar dentro desse museu e ver o microscópio que eles usavam na década de 70 é emocionante. Fico muito feliz de ter a oportunidade de ver isso tão de pertinho, de ter essa experiência”, contou durante a visita.

 

 

Veneno de cobra 

Ainda durante a visita, Ana analisou amostras de protozoários nos microscópios do museu, que deverá mostrar em suas redes. Mas, segundo ela, nada deixará seus seguidores mais “surtados” do que as imagens do veneno de cobra que ela analisou no aparelho.

Ana presenciou a extração de veneno de jararaca no laboratório de Coleções Zoológicas do Butantan e pode analisá-lo no microscópio. Segundo ela, as imagens a surpreenderam e devem causar reações nas redes.

“Eu imaginei que seria só uma lâmina lisa sem muitos detalhes, mas vimos que ela tem vários aglomerados de proteína. Foi uma imagem muito bacana que eu não imaginava que seria assim”, descreve.

Seu contato com o mundo das serpentes continuou no Museu Biológico, onde vivem cobras, lagartos, aranhas, entre outros animais. Por lá, Ana pode segurar uma enorme jiboia, que foi se enrolando em seus braços, e que deixou a bióloga com os olhos marejados.

 

 

“Eu quase chorei no Museu Biológico porque é muito emocionante. É uma experiência que eu quero recomendar para todo mundo porque eu já sabia que seria muito intenso, mas ver os animais ali tão de pertinho, ver que eles estão felizes, recuperados, porque muitos vieram do tráfico internacional, é muito bonito de ver”, reflete.

Apaixonada por animais, como todo biólogo, Ana também conheceu os macacos rhesus que vivem no Macacário do Butantan e até tirou fotos com Gracinha, um dos filhotes do local. “Foi uma experiência incrível”, disse.

Inovação

Todas essas atrações fazem parte do Parque da Ciência do Butantan, que será reaberto em breve, mas ainda sem data confirmada. Vendo sua extensão e variedade, Ana disse ter ficado impressionada com a capacidade de renovação e inovação do instituto.

“Acompanhei todas as estruturas que estão sendo erguidas, o crescimento do Butantan, e eu tenho certeza que há muito ainda por vir, muita pesquisa sendo trabalhada, muitas coisas a serem descobertas e muita inovação”, disse.

O tour também fez Ana refletir sobre os feitos do instituto na história da ciência brasileira e mundial. Para ela, é inegável reconhecer o papel do Butantan na divulgação científica feita de maneira a alcançar a todos – como ela mesma faz em seus vídeos.

“Se antes eu já tinha toda aquela admiração pelo trabalho, pela importância na saúde pública que o Butantan tem, agora tenho todo um carinho. Para mim, o Butantan significa saúde, diversidade, preservação, respeito aos animais, à biodiversidade, à educação e à divulgação científica. Quero voltar aqui mais vezes, acompanhar mais de perto”, completou ela.