Facilidade de produção, eficiência e custo baixo da ButanVac podem revolucionar combate à pandemia, diz artigo do NYT


Publicado em: 06/04/2021

A Butanvac foi destaque de artigo do jornal americano The New York Times, na última segunda (5). A publicação destacou que a vacina, que será produzida integralmente no Brasil, mudará a forma de combater a pandemia no mundo. O texto traz informações sobre o custo baixo do insumo, que será testado em humanos em breve no país, após aprovação da Anvisa.

Chamada internacionalmente de NDV-HXP-S, a vacina pode ser produzida em grande escala a partir de ovos de galinha – da mesma forma que vacinas contra a gripe. É uma estratégia bem diferente de imunobiológicos como os da Pfizer e Johnson & Johnson, que precisam ser elaborados em fábricas especializadas, ou mesmo da CoronaVac, que, por enquanto, depende da importação de insumos.

Se for provada segura e efetiva nos testes com pessoas, a vacina tem potencial de elevar em mais de 1 bilhão por ano a atual oferta de imunobiológicos contra a Covid-19, especialmente nos países em desenvolvimento, que têm enfrentado dificuldades para obter vacinas.

 

Colaboração internacional

A ButanVac, que será testada no Brasil, no México e na Tailândia, utiliza o vírus da doença de NewCastle desenvolvido por cientistas dos Estados Unidos, na Icahn School of Medicine no Mount Sinai, em Nova York. A proteína S estabilizada do vírus SARS-Cov-2 utilizada na vacina com tecnologia HexaPro foi desenvolvida na Universidade do Texas em Austin. A reportagem do NYT conta a história de como a tecnologia resultou da colaboração entre as três instituições e seus cientistas.

A partir do momento que a vacina se mostrou viável, a organização norte-americana PATH Center for Vaccine Innovation and Access estabeleceu as pontes com fabricantes de vacina de países emergentes: o Instituto de Vacinas e Biologia Médica do Vietnã; a Organização Farmacêutica Governamental da Tailândia; o Butantan, no Brasil; e, recentemente, o laboratório mexicano Avi-mex.

 

Vantagens da ButanVac

Além de ser mais viável economicamente, a vacina traz outras inovações. Ela é a primeira em fase de estudo clínico a usar uma nova estrutura molecular que, esperam os cientistas, deve gerar anticorpos mais fortes do que os das atuais vacinas contra a Covid-19. Outro benefício é na potência: as pesquisas indicaram ser necessária uma quantidade menor de vírus para alcançar uma dose efetiva. Com isso, um único ovo poderia gerar de cinco a dez doses – enquanto as atuais vacinas de influenza produzem de uma a duas doses por ovo.

Os cientistas entrevistados pelo The New York Times ressalvam que a Butanvac ainda precisa passar por testes e estudos clínicos. Trata-se de uma tecnologia, no entanto, que pode ser importante para a produção de vacinas no futuro, especialmente na ocorrência de novas epidemias.

Acesse a matéria completa do The New York Times aqui.

 

Saiba mais

ButanVac será barata e é resultado do acúmulo de experiências do Butantan com produção da CoronaVac

Em nota, Butantan esclarece parceria com Mount Sinai sobre desenvolvimento da ButanVac

Butantan vai desenvolver e produzir nova vacina contra a Covid-19; testes clínicos da ButanVac devem começar em abril