Estudos provam que CoronaVac é eficaz contra delta e ômicron em idosos

Pesquisas na Colômbia e em Hong Kong atestaram efetividade de 72,1% e 98% contra casos graves, respectivamente


Publicado em: 20/04/2022

A CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, foi o primeiro imunizante a ser aplicado na população brasileira, o que contribuiu para a queda no número de casos e mortes por Covid-19 principalmente na população idosa, considerada como um grupo de risco. A vacina é eficaz, eficiente contra as variantes delta e ômicron do vírus SARS-CoV-2 e segura para todos os públicos, especialmente os maiores de 60 anos, de acordo com diversas pesquisas divulgadas em publicações científicas de credibilidade. 

Em Hong Kong, um estudo realizado pela Universidade de Hong Kong mostrou que a dose de reforço da vacina do Butantan tem uma efetividade de 98% na proteção de idosos contra casos graves e mortes por Covid-19, mesmo durante o surto da variante ômicron. Na população com mais de 80 anos, a terceira dose protegeu 96,6% contra o mesmo desfecho. 

A pesquisa, que foi publicada na plataforma de preprints MedRxiv, foi conduzida entre os meses de dezembro de 2021 e março de 2022 com o objetivo de investigar a eficácia de duas e três doses da CoronaVac e da Pfizer. Na comparação de resultados, com duas doses o imunizante do Butantan protegeu 74% dos pacientes acima dos 60 anos contra doença grave e óbito. Com a terceira dose este número subiu para 98%

Um ponto importante a se destacar é que todas as vacinas têm uma queda na imunidade após um período específico, principalmente na população idosa, que possui uma resposta imune mais lenta. 

“Os primeiros vacinados, que no Brasil foram os profissionais de saúde e população idosa, vão ser os primeiros a ter queda na imunidade. A resposta imune dos idosos, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades não é a mesma das outras pessoas, mas isso não é exclusivo para a CoronaVac, tem a ver com o grupo de risco”, explica o imunologista do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo Gustavo Cabral. 

Já na Colômbia, um estudo de mundo real demonstrou uma efetividade de 72,1% da vacina contra óbitos nas pessoas com mais de 60 anos. De acordo com o artigo científico publicado na The Lancet Healthy Longevity, menos de 1% desta população imunizada com a CoronaVac morreram ou precisaram ser hospitalizadas por consequências da Covid-19. 

Os pesquisadores estudaram na Colômbia dados de mais de 2,8 milhões de pessoas entre março e outubro de 2021, que em certo período tinha a delta como a variante dominante nos casos da doença

Os resultados das duas pesquisam reforçam ainda mais as descobertas de outros estudos de efetividade feitos no mundo todo, que comprovam que a CoronaVac garante boa proteção em idosos.