É “muito bom” que Ministério da Saúde comece a estudar imunidade das vacinas pela CoronaVac, afirma Dimas Covas


Publicado em: 28/07/2021

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quarta (28) em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, que é “muito bom” que o Ministério da Saúde comece a estudar a imunidade de longo prazo gerada pelas vacinas analisando a CoronaVac. A vacina contra a Covid-19 produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac já imunizou mais de 57 milhões de brasileiros, tendo sido a primeira a ser aplicada no Brasil.

“É muito bom que o ministério tenha se preocupado em fazer esse estudo, e bom também que tenha começado com a CoronaVac, visto que é a vacina que tem mais de 80% das pessoas imunizadas com as duas doses”, explicou o professor. “Todos os grandes produtores de vacinas estão iniciando estudos no sentido de avaliar uma dose adicional de vacina ou a combinação de vacinas”, completou ele.

Dimas lembrou ainda que o Butantan tem uma pesquisa em andamento sobre o mesmo assunto, que é o novo ciclo do Projeto S (estudo realizado no município paulista de Serrana para entender o impacto da vacina no controle da pandemia e na redução da transmissão do SARS-CoV-2). Na pesquisa, o instituto vai avaliar como se comporta a proteção das pessoas vacinadas com as duas doses da CoronaVac após seis a oito meses da imunização.

Ainda nesta quarta, Dimas Covas acompanhou a saída de um novo lote de 1,5 milhão de doses da vacina do Butantan para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Com a remessa de hoje, o instituto alcança o total de 61,649 milhões de vacinas encaminhadas ao governo federal.

Esse lote faz parte das 10 milhões de doses produzidas a partir dos 6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) que chegaram da China no final de junho. Outros 12 mil litros de matéria-prima foram recebidos em 12/7, permitindo a produção de mais 20 milhões de doses, que em breve começarão a ser enviadas ao governo federal.

Mais cedo, na coletiva paralela à saída das doses, Dimas Covas falou sobre o pedido feito pelo Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para incluir crianças e adolescentes na faixa etária das pessoas que podem receber a CoronaVac. “O processo está em andamento e esperamos que em breve possa haver a autorização para ampliar o uso da vacina para a população de três a 17 anos”, assinalou ele.