CoronaVac é segura e apresenta menos efeitos adversos graves, mostra estudo da Malásia

Vacina não causou nenhum evento trombótico e se mostrou segura para pessoas que têm risco aumentado de trombose


Publicado em: 22/06/2022

Um estudo realizado na Malásia demonstrou mais uma vez o elevado perfil de segurança da CoronaVac e a baixa ocorrência de reações adversas após a imunização. Entre as 9,3 milhões de pessoas que tomaram a vacina no país, não foram registrados eventos adversos trombóticos graves. O trabalho foi publicado na revista Vaccine e conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde da Malásia, da Agência Nacional de Regulação Farmacêutica e de sete hospitais do país.

Até o final de agosto de 2021, 35,2 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 haviam sido administradas em mais de 20 milhões de pessoas na Malásia, sendo que a CoronaVac foi o imunizante mais utilizado, com 17 milhões de doses (48% do total), seguida por Pfizer (44%) e AstraZeneca (8%). Cerca de 78% dos 9,3 milhões de indivíduos vacinados com a CoronaVac completaram as duas doses da vacina.

A CoronaVac não foi associada a nenhum efeito adverso trombótico grave, mas foi relacionada a um pequeno aumento no risco de arritmia. Já nos indivíduos vacinados com imunizante de RNA mensageiro, houve leve aumento do risco de tromboembolismo venoso, arritmia e convulsão. Naqueles que receberam a vacina de vetor viral, foi significativo o aumento do risco de trombocitopenia e tromboembolismo venoso.

No entanto, os pesquisadores não registraram risco de miocardite, pericardite, paralisia de Bell, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio nos 21 dias após a administração de qualquer uma das vacinas. O número absoluto de eventos adversos foi baixo para todas as vacinas. “Vale ressaltar que os benefícios gerais dos imunizantes superam os potenciais riscos e essas informações devem ser interpretadas em conjunto com os dados de efetividade das vacinas”, dizem os autores do estudo.

 

CoronaVac é segura em pacientes com risco aumentado para trombose

Uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com indivíduos com alto risco de trombose, portadores de uma doença autoimune chamada síndrome antifosfolípide, mostrou que a CoronaVac é uma vacina segura para esse público, não influenciando na doença. Além disso, o imunizante foi altamente imunogênico, induzindo produção de anticorpos em mais de 80% dos pacientes.

 

*Este texto é uma colaboração do jornalista científico Peter Moon para o portal do Butantan