Butantan completa 30 mil sequenciamentos na Rede de Alerta das Variantes e 10 mil exames de Covid-19 no Lab Móvel


Publicado em: 28/10/2021

O Instituto Butantan chegou a dois importantes marcos nesta semana: completou o sequenciamento genômico de 30.818 amostras do vírus causador da Covid-19 realizadas dentro da Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2; e atingiu o número de 10 mil testes de Covid-19 feitos no Lab Móvel, laboratório itinerante que vem percorrendo cidades do interior de São Paulo e é capaz de realizar até 600 exames diagnósticos RT-PCR por dia, além de fazer o sequenciamento genômico das amostras positivas.

“Isso mostra que o Butantan se estruturou e está pronto para fazer vigilância genômica. Graças ao conhecimento que os cientistas tinham isso foi muito rápido”, comemora uma das coordenadoras da Rede de Alerta das Variantes e da Rede de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus SARS-CoV-2, a pesquisadora científica do Butantan Maria Carolina Sabbaga. 

Desde janeiro, a Rede de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus SARS-CoV-2 – também coordenada pelo Butantan e que envolve laboratórios de todo o estado na realização de exames para saber se uma pessoa está ou não com Covid-19 na rede pública de saúde – já fez 4,9 milhões de testes RT-PCR. É com base nas amostras positivas dessa estrutura que é feito o sequenciamento genômico da Rede de Alerta das Variantes. De acordo com o último boletim epidemiológico, há 39 variantes do SARS-CoV-2 no estado, sendo que a delta continua predominando, responsável por 99,5% das amostras na semana de 10 a 16/10.

Fora o instituto, mais cinco laboratórios fazem parte da Rede de Alerta das Variantes e sequenciam parte das amostras positivas coletadas no estado de São Paulo: o Hemocentro de Ribeirão Preto, a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP, em Pirassununga), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP, em Piracicaba), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP, em Botucatu) e a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Por meio de seu Centro Analítico de Genômica e Proteômica, o Butantan sequencia cerca de 50% do total de todas as amostras da Rede. A equipe responsável é composta por cinco pessoas que contam com a ajuda de três máquinas de sequenciamento, as quais trabalham dia e noite. Os outros laboratórios da rede também possuem máquinas de última tecnologia e equipes formadas por três a cinco pesquisadores. Depois de realizados os sequenciamentos, eles vão para as mãos de três técnicos em informática que analisam cada dado, genoma, mutações e a evolução viral.

 

Outra iniciativa do Butantan voltada ao sequenciamento genômico e aos testes diagnósticos é o Lab Móvel, laboratório itinerante que está, no momento, se dirigindo a Marília. A última parada foi em Araçatuba, onde realizou 1.792 exames e direcionou 52 amostras positivas para serem analisadas. Antes, o contêiner passou por Piracicaba, onde realizou 2.756 testes, com 107 amostras sequenciadas; Baixada Santista, com 4.564 RT-PCR e 463 sequenciamentos; e Aparecida, com 1217 testes e 351 amostras positivas. “Ano que vem, a gente ainda vai pensar para onde levar o Lab Móvel, mas a ideia é que ele siga funcionando. Ele vai para onde for necessário. Por ser um contêiner, é possível levar o Lab Móvel até em um navio”, brinca Maria Carolina. 

Até o momento, foram quase mil amostras do Lab Móvel encaminhadas para sequenciamento genético. Esse número soma-se a marca de 30 mil sequenciamentos alcançada pela Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2.