Alívio e fim do medo de voltar às aulas: as reações de mães e crianças vacinadas com a CoronaVac

Estudantes e pais comentam que imunização deixa retorno à escola mais tranquilo e sensação de família protegida


Publicado em: 21/01/2022

A sensação de alívio e de mais proteção contra a Covid-19, principalmente para a volta às aulas, foi unânime entre as primeiras crianças vacinadas com a CoronaVac e seus familiares. Crianças de nove a 11 anos, receberam a primeira dose do imunizante do Butantan e da Sinovac nesta quinta (20), em uma escola estadual de São Paulo. A imunização ocorreu minutos depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da CoronaVac para crianças e adolescentes de seis a 17 anos

“Estou feliz de receber a primeira dose da vacina, estava muita ansiosa”, disse Maria Vitória Mascarelha da Costa, de 10 anos, uma das estudantes do 5º ano da Escola Estadual Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, que recebeu a primeira dose de CoronaVac.

A estudante disse que tinha medo de contrair o vírus da Covid-19 por não estar vacinada. Com a imunização, acredita que poderá reiniciar as aulas mais protegida e voltar a ter a vida que toda criança merece: com muitas brincadeiras.

“Eu sentia medo de pegar e agora a situação é diferente. Vou voltar pra escola muito feliz. Depois que eu tomar as duas doses eu quero poder sair mais na rua, no parque”, disse.

A estudante Ana Beatriz Garcia Leite, de 10 anos, que também se sente mais protegida para o retorno à vida estudantil após ser imunizada contra o SARS-CoV-2. “A vacina dói mas também é boa porque vou ficar protegida contra o coronavírus e mais tranquila em voltar às aulas”, afirmou.

 

Pais e mães: sensação de alívio e felicidade

Débora Garcia Lontra, mãe de Ana Beatriz, encara a imunização da filha como o próximo passo para um retorno à uma vida normal. “Estou muito feliz que esse momento chegou. Isso tranquiliza o coração para ela voltar às aulas, o que é muito importante, para conseguir ver os amigos, brincar, ter uma vida normal”, explicou.

Luciana Aparecida Vieira Batista, de 44 anos, mãe da estudante Yasmim Vieira Batista, de 10 anos, também se sentiu aliviada após a imunização da filha, principalmente pelo avanço da variante ômicron pelo país.

“Estou mais aliviada agora, porque será mais tranquilo para ela ir à escola. Com a ômicron deu medo de ela pegar e ser grave porque não estava vacinada. Vou dormir mais feliz.”

Já para Carlos Alberto de Oliveira Xavier, pai de Lorenzo Batista Xavier, de nove anos, a vacinação do filho representou finalmente a proteção de toda sua família contra o novo coronavírus.

“É um grande alivio porque agora eu, ele e minha esposa estamos vacinados.”